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19 de fevereiro de 2019, 10h57

“Sensibilizado” com políticos, Sergio Moro retira caixa 2 de projeto anticrime

Ex-juiz criticou o enfrentamento a casos de corrupção em governos anteriores e se eximiu de comentar sobre candidaturas laranjas do PSL: "Seria prematuro da minha parte fazer juízo de valor a respeito"

Foto José Cruz/Agência Brasil

Sensibilizado com o incômodo causado na classe política, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, confirmou nesta terça-feira (19) que a tipificação do crime de caixa dois foi retirado do chamado pacote anticrime apresentado por ele.

“Inicialmente, iríamos apresentar um único projeto. Vieram reclamações. Alguns políticos se sentiram incomodados de isso (crime de caixa dois) ser tratado junto com corrupção e crime organizado. Fomos sensíveis. Colocamos separado, mas será apresentado junto (com o pacote). O governo está atendendo reclamações que são razoáveis”, disse o superministro de Jair Bolsonaro (PSL).

Leia também: Comissão Arns critica vários pontos do projeto de lei anticrime de Moro

Moro ainda admitiu que a Previdência tem prioridade, mas defendeu que há condições de o tema vinculado ao combate da impunidade ser também debatido pelos parlamentares.

O ex-juiz, que enfrenta processo no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pela parcialidade no julgamento do ex-presidente Lula, disse que os “governos anteriores” não enfrentaram como deveriam os casos de corrupção que eclodiram recentemente.

“O que minou a credibilidade dos governos anteriores foi que diante de todos os escândalos, praticamente nada foi feito em relação à corrupção. Governos agiram como um avestruz colocando cabeça de baixo da terra”, disse.

Perguntado sobre a investigação de supostos candidatos laranjas do PSL na eleição de 2018, partido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça afirmou que não vai se envolver em casos concretos e que a Polícia Federal tem independência da trabalhar.

“Existem apurações preliminares. Seria prematuro da minha parte fazer juízo de valor a respeito”.

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