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20 de agosto de 2019, 17h53

“Ser chamado de ‘vagabundo’ pelo partido do Queiroz é quase uma honra”, desabafa Glenn

Bolsonaristas tumultuaram votação que concederia Medalha Tiradentes ao jornalista Glenn Greenwald, que acabou sendo arquivada; "Doloroso ser insultado por um partido que não acredita em uma imprensa livre ou em instituições democráticas", disparou o fundador do The Intercept Brasil

Glenn Greenwald (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O jornalista Glenn Greenwald, editor-fundador do The Intercept Brasil, usou as redes sociais para comentar o arquivamento da votação da concessão de Medalha Tiradentes que seria concedida a ele pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). Deputados do PSL tumultuaram a votação e impediram o prosseguimento da votação.

“Doloroso ser insultado por um partido que não acredita em uma imprensa livre ou em instituições democráticas básicas, liderado pelo monstro que orgulhosamente destruiu a placa de Marielle semanas após o assassinato brutal dela”, declarou Glenn ao compartilhar tuíte do jornalista Gabriel Barreira que contava sobre o fato e uma matéria do UOL que apontava que o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) recebeu R$ 35 mil sem trabalhar.

Depois, o jornalista, atacado pelos bolsonaristas da ALERJ, adotou um tom mais ácido para comentar sobre o arquivamento da honraria. “Ser chamado de “vagabundo” pelo Partido de Queiroz e pelo monstro que destruiu a placa de Marielle é quase uma honra, assim como a Medalha Tiradentes”, disse o editor do The Intercept Brasil, responsável pela divulgação do Vaza Jato.

Glenn ainda publicou uma foto em que Amorim chama o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz de “meu irmaozão”, ironizando a postura hipócrita do deputado.

 


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