“Ser xingado por Bolsonaro é um elogio”, diz Boulos, que promete novos atos como na Bovespa

Pelas redes sociais, líder do MTST, que promoveu ação pacífica na Bolsa de Valores para denunciar a fome e a desigualdade social, divulgou vídeo de debate em 2018: "Como destruir um parasita do Estado em 45 segundos".

Pré-candidato ao governo de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo rebateu os insultos de Jair Bolsonaro (Sem partido), que em live na noite desta quinta-feira (23) o xingou de “paspalhão” ao criticar a ocupação da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

“Ser xingado por Bolsonaro é um elogio. Ele não tem autoridade moral alguma para falar de fome e desemprego”, disse à coluna Painel, na edição desta sexta-feira (23) da Folha de S.Paulo.

Nas redes sociais, o líder do MTST já havia rebatido Bolsonaro. “Aproveita enquanto você ainda pode fazer isso fora da cadeia”.

Boulos ainda afirmou que a ação pacífica do MTST na Bovespa é apenas a primeira de um conjunto de ações dos movimentos sociais contra a fome, a desigualdade social e o governo Bolsonaro.

“Existe uma campanha que o movimento lançou, ‘tá caro, a culpa é do Bolsonaro’, que responde ao problema da inflação, do preço dos alimentos, da carestia, da fome, da desigualdade. Essa foi uma primeira ação de um conjunto que o MTST deve fazer”, disse.

Nas redes sociais, Guilherme Boulos também publicou uma “resposta” dada diretamente a Bolsonaro em um dos debates presidenciais em 2018.

“Você em 27 anos como deputado, ficou 10 anos no partido do Paulo Maluf. Tem mordomias. Recebeu auxílio-moradia tendo casa, comprou cinco imóveis, fez da política um negócio em família. Um monte de filho também no mesmo esquema que você”, diz Boulos no vídeo, intitulado “como destruir um parasita do estado em 45 segundos, diante de um Bolsonaro inerte.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.