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14 de fevereiro de 2020, 07h50

Servidores de Guedes ganharam quase R$ 1 milhão com gratificações em 2019

A maioria dos funcionários do ministério da Economia recebeu acima do teto, chegando até R$ 54 mil em um mês

Paulo Guedes, ministro da Economia (Jefferson Rudy/Agência Senado)

Servidores do Ministério da Economia, pasta comandada por Paulo Guedes, ganharam R$ 976 mil com gratificações em 2019. Com isso, a maioria dos funcionários recebeu salários acima do teto permitido na Constituição, chegando até R$ 54 mil em um mês. O ministro já disse que servidores públicos são “parasitas” por conta dos privilégios e, recentemente, criticou a ida de empregadas domésticas à Disneylândia com o preço baixo do dólar.

As gratificações na pasta de Guedes são pagas a funcionários que participam de conselhos de empresas estatais e do sistema “S”. No entanto, a verba extra é questionada no Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF), que deve começar a julgar nesta sexta-feira (14) uma ação contra a medida.

No Ministério da Economia, nove funcionários participaram de conselhos e receberam quase R$ 1 milhão de bônus no ano passado, segundo portais de Transparência consultados pelo UOL. Sete servidores tiveram salários acima do teto em outubro passado.

O próprio ministro também foi beneficiado pelos privilégios do órgão público. Guedes recebe R$ 8,2 mil de auxílios moradia e alimentação, uma espécie de “bolsa” para o fundador do banco Pactual pagar os gastos para morar e comer, já que recebe R$ 30,9 mil de salário na função.


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