João Pedro Stedile: “Os militares e a Faria Lima pariram um rato”

O líder do MST ainda afirmou que Temer e Bolsonaro se merecem e que o melhor caminho para o presidente seria "pedir demissão"

O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stedile criticou, por meio de suas redes sociais, a “carta à nação” do presidente Bolsonaro que foi escrita pelo ex-presidente Michel Temer. Para Stedile, “os militares e a Faria Lima pariram um rato”.

“Depois de arrotar golpe, agora o capitão esquizofrênico pede desculpas aos poderes. Ao povo brasileiro e a nação, o melhor pedido de desculpa seria ele pedir demissão e ir para casa”, declarou Stedile.

Em seguida, o líder do MST afirma que a gestão genocida do governo Bolsonaro frente à pandemia não pode ser perdoada. “Não se pode perdoar 580 mil mortes, a fome que atinge milhões, o desemprego que aflige milhões e todas as perversidades comandadas nestes quase três anos de maluquices planejadas”, criticou.

Por fim, Stedile afirma que Temer e Bolsonaro se merecem, pois “um usa pelica do juridiquês e o outro a retórica fascista”.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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