STF vai julgar vídeo de canal bolsonarista que compara jornalista da Folha a prostituta

"Quero fake news! Você não é jornalista da Folha?”, questiona o homem no vídeo à prostituta, em referência ao caso de Patrícia Campos Mello

O vídeo que retrata uma jornalista da Folha de S. Paulo como prostituta, em referência ao caso de Patrícia Campos Mello, foi enviado para o inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal (STF), sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. A informação é do Painel, da Folha de S. Paulo.

No vídeo, uma mulher aborda um homem para oferecer o programa. “Eu quero um furo de reportagem, sua gostosa. Quero fake news. Você não é jornalista da Folha?”, responde o rapaz. “Eu tenho um trabalho digno! Sai daqui!”, ela responde.

De acordo com o DCM, o guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, compartilhou o vídeo em suas redes sociais, mas depois apagou. O conteúdo, no entanto, foi amplamente divulgado nas redes pela milícia virtual bolsonarista.

O conteúdo foi produzido pelo canal do YouTube “Hipócritas”, criado em 2014 por Augusto Pacheco, Paulo Souza e Bismark Fugazza, catarinenses que já prestaram homenagem ao então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro. Em um dos vídeos, eles chamam Bolsonaro de chamada “Bolsomito”, em paródia com a música “Despacito”.

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