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17 de julho de 2019, 09h13

Substituta de Moro, Gabriela Hardt disse que delator da Odebrecht não mentiu sobre Sítio de Atibaia

Em depoimento no TJSP, o ex-diretor-superintendente da Odebrecht, Carlos Armando Paschoal, disse ter sido “quase que coagido” e que teve que “construir um relato” na delação que resultou na sentença da juíza condenando o ex-presidente Lula pela segunda vez

Gabriela Hardt e Sergio Moro (Montagem/Reprodução Youtube/Agência Brasil)

A juíza federal Gabriela Hardt, que assumiu temporariamente o posto de Sérgio Moro em Curitiba após ele partir para Brasília, considerou que o ex-diretor da Odebrecht Carlos Armando Guedes Paschoal não foi coagido a mentir e firmou delação de forma voluntária, ao contrário do que foi dito por ele. Em audiência realizada no último dia 3, Paschoal declarou que foi “coagido” a “construir relato” contra Lula no caso do sítio.

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“Nada indica que seus depoimentos sejam fraudados para beneficiar ou prejudicar qualquer pessoa, além de necessitarem de elementos de corroboração para que tenham a força probatória”, afirmou a magistrada.

Conhecida por “copiar e colar” sentença de Moro, Hardt foi a responsável por fazer o julgamento e usou a delação de Paschoal como uma das bases principais para a condenação de Lula no caso do Sítio de Atibaia.

Hardt se manifestou ao responder a um pedido da defesa de Fernando Bittar, dono do sítio, para que a Justiça ordenasse a inclusão no processo dos acordos de indenização fechados pela Odebrecht com antigos e atuais funcionários.

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Ao ser interrogado no processo do sítio, Paschoal disse que seu acordo de indenização com a Odebrecht foi feito depois de assinar sua delação premiada com o MPF.

A juíza também relatouu que o ex-diretor da Odebrecht teve a assistência de advogados e que, como as delações foram homologadas pelo STF, “eventual arguição de vício de vontade/voluntariedade que posa acarretar a nulidade do ato deverá ser arguido perante àquela Corte”.

Coagido
Em depoimento no Tribunal de Justiça de São Paulo no último dia 3 de julho, o ex-diretor-superintendente da Odebrecht, Carlos Armando Paschoal, disse ter sido “quase que coagido a fazer um relato sobre o que tinha ocorrido” e que teve que “construir um relato” na delação feita a investigadores da operação Lava Jato no processo sobre o chamado Sítio de Atibaia, que resultou na segunda condenação do ex-presidente Lula nos casos da força-tarefa.

“Sem nenhuma ironia. Desculpa, doutor. Precisava perguntar isso para os procuradores lá da Lava Jato. No caso do sítio, que eu não tenho absolutamente nada, por exemplo, fui quase que coagido a fazer um relato sobre o que tinha ocorrido. E eu, na verdade, lá no caso, identifiquei o dinheiro para fazer a obra do sítio. Tive que construir um relato”, disse o executivo, que foi um dos 77 delatores da Odebrecht na operação.

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Com informações do Portal Uol

 

 

 


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