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18 de abril de 2019, 06h32

Sucessor de Moro enviou à PGR e-mail de Marcelo Odebrecht sobre “amigo do amigo de meu pai”

A tratativa - sem nenhum tipo de incriminação - seria o codinome de Dias Toffoli e motivou a reportagem censurada pela corte. Ministro acredita em pressão de procuradores da Lava Jato para que a revisão da prisão em segunda instância, que pode beneficiar Lula, não seja colocada em pauta

Luiz Antonio Bonat, que sucedeu Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, e Dias Toffoli (Montagem)

Reportagem no site do jornal O Globo, na noite desta quarta-feira (18), revela que o sucessor de Sergio Moro na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, o juiz Luiz Antonio Bonat, mandou intimar à Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, sobre e-mails do empresário Marcelo Odebrecht que citam o ministro Dias Toffoli , que preside o Supremo Tribunal Federal (STF), com o suposto codinome “amigo do amigo de meu pai”.

No último dia 12, o juiz que sucedeu na Lava-Jato o ministro Sergio Moro, ainda determinou que fossem omitidas dos autos da primeira instância as informações que mencionassem autoridades com foro privilegiado, como era o caso de Toffoli. Horas antes do despacho de Bonat, Dodge divulgou nota de que não tinha ciência do assunto e das menções ao nome de Toffoli.

A mensagem se refere a um e-mail de 13 de julho de 2007, quando Toffoli era o então Advogado Geral da União (AGU) no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A tratativa, sem nenhum tipo de incriminação do hoje ministro, motivou a reportagem em revista e site de extrema-direita que foi censurada pelo STF e tornou pública a guerra entre procuradores da Operação Lava Jato e membros da corte.

Advogados de Marcelo Odebrecht fizeram chegar ao STF a alegação de que houve pressão de procuradores para que ele apresentasse o nome de Toffoli em sua delação – mesmo sem envolvê-lo em crime.

Ministros próximos ao presidente da corte creditam o desgaste a que ele tem sido submetido nos últimos dias a uma ação de procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

O objetivo seria criar um constrangimento ao STF para evitar que Corte volte atrás na decisão de autorizar prisões após condenações em segunda instância – que poderia, entre outros, libertar o ex-presidente Lula.


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