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10 de julho de 2019, 20h16

Tabata Amaral desrespeita orientação do PDT e vota a favor da reforma da Previdência

Deputada ignorou os apelos de Carlos Lupi, presidente do partido, e de Ciro Gomes, principal liderança da legenda, e votou com a base governista a favor do projeto que, segundo especialistas, colocará fim ao modelo público de Previdência tal como é previsto pela Constituição

Foto: Alexandre Amarante

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) desrespeitou a orientação de seu partido e votou, nesta quarta-feira (10), a favor da reforma da Previdência. O voto de Tabata se somou aos outros 378 a favor do projeto, a maioria de parlamentares da base do governo, garantindo a aprovação. Ao todo, foram 131 votos contrários.

Mais cedo, visivelmente nervosa e lendo um texto, a deputada publicou um vídeo nas redes sociais, com o objetivo de tentar justificar seu voto favorável à reforma. “Meu voto pela reforma da Previdência é um voto de consciência. Não é um voto vendido, não é um voto por dinheiro de emendas. É um voto que segue as minhas convicções e tudo que estudei até aqui”, disse ela.

A decisão de Tabata em votar contra a orientação do partido pode levá-la à expulsão da legenda. Em reunião da bancada do PDT na Câmara, nesta terça-feira, Luppi teria deixado claro que votassem a favor do projeto do governo arriscavam ser expulsos do partido. Ciro Gomes teria defendido a medida.

Segundo o jornal  O Estado de S. Paulo, Ciro Gomes teria ligado para Tábata pedindo que ela seguisse a determinação do partido, mas que teria tido resposta negativa. Tábata teria argumentado que o governo havia atendido as reivindicações do seu grupo, alterando o cálculo da aposentadoria para mulheres.

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Carlos Lupi também afirmou que fez “um apelo humilde pelo voto dela, para que seja contrário à reforma da Previdência”. Mas também deu a entender que foi em vão, utilizando-se de uma frase enigmática e que sugere um toma lá da cá: “o governo tem um poder de convencimento que a gente não tem. Nós temos as palavras e eles têm emendas. Eles têm olhos azuis e nós, negros. Então, muita gente usa a Tabata para se proteger da decisão, alguns por convicção e outros por utilidade pública”.

Tábata foi eleita com o apoio de Jorge Paulo Lemann, que durante seis anos consecutivos foi o homem mais rico do Brasil. No último ranking, ele foi ultrapassado por Joseph Safra. Lemann apoiou algumas candidaturas a partir dos movimentos Renova Br e Acredito. Lemann é a favor da reforma da Previdência.


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