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15 de julho de 2019, 08h47

Tabata Amaral disse que “mesmo sendo de esquerda”, parlamentar do PSOL nunca maltratou ninguém

Em entrevista em junho, que circula nas redes sociais, Tabata "elogia" a deputada Áurea Carolina, do PSol, e se diz contrária à reforma da previdência do governo Bolsonaro

Foto: Reprodução GNT

Antes de criar polêmica desobedecendo as diretrizes do PDT e votando a favor da reforma da Previdência de Jair Bolsonaro, a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) já assumia posições críticas e preconceituosas sobre a esquerda. Em entrevista à Revista Marie Claire no início de junho, a deputada disse que gostava de Áurea Carolina (PSOL-MG) “mesmo sendo de esquerda”.

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“Tem a Áurea Carolina. O que mais admiro nela é que é da periferia, fala com as pessoas da periferia, e é uma pessoa muito do diálogo. Mesmo sendo do PSOL, mesmo sendo de esquerda, nunca vi ela maltratando ninguém”, respondeu Tabata sobre quais mulheres admira na Câmara Federal.

Áurea, assim como Tabata, é estreante no Congresso Nacional, mas possui na bagagem a representação como vereadora de Belo Horizonte, onde foi a mais votada em 2016. Dois anos depois, chegou à Câmara com uma expressiva votação, sendo a mulher mais votada do estado.

A entrevista aconteceu em junho, mas voltou a ganhar repercussão após a votação da reforma da Previdência, em que a deputada desrespeitou a posição da bancada do PDT e votou a favor do projeto de Rodrigo Maia, Paulo Guedes e Jair Bolsonaro.

Reforma da Previdência
A reforma também foi pauta dessa conversa, publicada no dia 3 de junho. Na ocasião ela disse ser contra a proposta “especialmente pelo ponto de vista social”. “Sou a favor de uma reforma da previdência, mas em nenhum momento disse que sou a favor da reforma que o governo apresentou. Ela não é uma boa reforma, especialmente sob o ponto de vista social”, afirmou.

A deputada, no entanto, acabou sendo favorável ao texto final, que passou por algumas alterações na Comissão Especial da reforma, divergindo da posição do PDT.

A contradição com a entrevista também pode ser tomada em votação dos destaques do texto: Tabata foi a única da bancada do PDT a votar contra mudança que previa a manutenção do abono salarial àqueles que ganham de um a três salários mínimos. A socióloga Sabrina Fernandes destacou essa posição em sequência de tuítes: “Vocês não viram que ela foi contra o destaque do PSOL que preservava abono salarial pra quem ganha até 2 salários? Combater desigualdade, é?”


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