terça-feira, 22 set 2020
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Tábata Amaral pode ser expulsa do PDT

A deputada Tábata Amaral (PDT-SP) pode ser expulsa do partido se votar a favor da reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro. O próprio presidente do partido, Carlos Luppi, teria informado isso a ela.

Em reunião da bancada do PDT na Câmara, nesta terça-feira, Luppi teria deixado claro que votassem a favor do projeto do governo arriscavam ser expulsos do partido. Ciro Gomes teria defendido a medida.

Segundo o jornal  O Estado de S. Paulo, Ciro Gomes teria ligado para Tábata pedindo que ela seguisse a determinação do partido, mas que teria tido resposta negativa. Tábata teria argumentado que o governo havia atendido as reivindicações do seu grupo, alterando o cálculo da aposentadoria para mulheres.

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Carlos Lupi também afirmou que fez “um apelo humilde pelo voto dela, para que seja contrário à reforma da Previdência”. Mas também deu a entender que foi em vão, utilizando-se de uma frase enigmática e que sugere um toma lá da cá: “o governo tem um poder de convencimento que a gente não tem. Nós temos as palavras e eles têm emendas. Eles têm olhos azuis e nós, negros. Então, muita gente usa a Tabata para se proteger da decisão, alguns por convicção e outros por utilidade pública”.  Dos 27 deputados do PDT, dez estariam dispostos a votar a favor da reforma da Previdência.

Tábata foi eleita com o apoio de Jorge Paulo Lemann, que durante seis anos consecutivos foi o homem mais rico do Brasil. No último ranking, ele foi ultrapassado por Joseph Safra. Lemann apoiou algumas candidaturas a partir dos movimentos Renova Br e Acredito. Lemann é a favor da reforma da Previdência.

Redação
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