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24 de junho de 2019, 08h23

Tacla Duran vai processar Moro na Comunidade Européia

Blog do Jamim Chade apresenta documentos da Suíça que revelam que Tacla Duran pagou advogado em conta no Banco Paulista para não ser, inclusive, delatado por outras pessoas

Advogados europeus do brasileiro Rodrigo Tacla Duran revelaram que vão tomar medidas judiciais contra o ministro da Justiça, Sergio Moro. A ação seria uma resposta aos comentários que o ex-juiz proferiu durante sua presença no Senado, na semana passada, e que qualificou a versão apresentada pelo brasileiro de “fantasiosa”. Maro ainda disse que Tacla seria um “lavador profissional de dinheiro”.

Ao blog do Jamil Chade no UOL,  o advogado Sebastian Suarez disse: “Os crimes de injuria, calunia e difamação, praticados pelo ministro Sergio Moro durante audiência pública no Senado Federal transmitida em rede nacional deverão ser objeto de medidas judiciais”.

Ao mesmo UOL Tacla Duran declarou na semana passada que havia sido alvo de uma extorsão de um total de US$ 5 milhões. As informações fazem parte de documentos entregues ao Ministério Público da Suíça, em que o brasileiro alega que pagou “para não ser preso” e para que seu nome não fosse incluído em outras delações premiadas.

Os documentos bancários submetidos ao MP da Suíça, apontam que, no dia 14 de julho de 2016, um pagamento ocorreu e teria sido feito a partir de um banco em Genebra para a conta de um escritório de advogados de Curitiba.

Naquele dia, Tacla depositou US$ 612 mil ao advogado Marlus Arns em uma conta no Banco Paulista. As informações fazem parte de documentos que constam de processos na Suíça.

A reposta da Força Tarefa da Lava Jato foi rápida e dura. Apontou Tacla Duran como “criminoso foragido e multidenunciado” e que estaria “mentindo”.

“O criminoso já havia feito acusação falsa semelhante contra a operação Lava Jato e a Justiça brasileira em 2017, por meio de videoconferência na CMPI da JBS. Com base nessas falsas acusações, três deputados federais protocolaram representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apuração da conduta de integrantes da força-tarefa Lava Jato, a qual foi processada e arquivada, haja vista a absoluta improcedência da acusação, não configurando “infração penal, civil ou administrativa”.

No início do mês, a força-tarefa da Lava Jato denunciou três ex-executivos do Banco Paulista: Tarcísio Rodrigues Joaquim, Gerson Luiz Mendes de Brito e Paulo Cesar Haenel Pereira Barreto.

O advogado Sebastian Suarez afirma que seu cliente “jamais foi condenado em qualquer jurisdição do planeta”.

Ele também esclarece que, “quando interpelado nos autos de processo judicial, em jurisdição europeia, sobre uma transferência bancária comprovadamente realizada, Rodrigo Tacla Duran prestou os devidos esclarecimentos como colaborador”.

“Por causa dos excessos praticados pelo ministro na condição de magistrado, a INTERPOL decidiu retirar meu cliente da sua lista de procurados por entender que ele estava sendo vítima da falta de garantia ao devido processo legal e de violações dos direitos humanos, por existirem dúvidas suficientes quando à imparcialidade do juiz”, disse.

Leia mais no blog do Jamil Chade.


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