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09 de maio de 2019, 17h02

Técnico do Santos, argentino Sampaoli foi ativista na juventude e é anti-Bolsonaro no Brasil

O treinador se define como de “centro-esquerda” e peronista e, em eleições argentinas passadas, apoiou Néstor e Cristina Kirchner, presidentes entre 2003 e 2015

Foto: Reprodução/YouTube

O universo do futebol pelo menos no Brasil, geralmente, não se mistura à política. Em contrapartida, a tradição dos países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Chile vai na direção oposta. Jorge Sampaoli, técnico do Santos Futebol Clube, não aprova o governo de Jair Bolsonaro.

Matéria do repórter Lucas Musetti Perazolli, da Gazeta Esportiva, conta um pouco da história do técnico, que fez muito sucesso comandando a seleção do Chile, mas não teve o mesmo retrospecto quando assumiu a seleção do seu país.

A reportagem registra que o argentino vê semelhanças entre o momento político brasileiro com a eleição de Mauricio Macri, líder da direita liberal em eu país, em 2015.

O treinador, segundo a reportagem da Gazeta Esportiva, se define como de “centro-esquerda” e peronista. Em eleições argentinas passadas, apoiou Néstor Kirchner (falecido) e Christina Kirchner, presidentes entre 2003 e 2015.

Sampaoli confidencia a pessoas próximas que lamenta a ascensão de Bolsonaro e a defesa do governo à ditadura, diz a matéria.

O hoje técnico renomado conviveu com a ditadura militar na Argentina na juventude. “Eu era parte de um movimento revolucionário: a Juventude Peronista. Nos reuníamos clandestinamente, éramos ativistas. Exigíamos o fim da ditadura. Fomos perseguidos pelo regime”, afirmou Sampaoli, em entrevista à revista espanhola “Panenka”.

Genocídio

Outra passagem que demonstra as tendências políticas do argentino ocorreu em 2016, quando foi contratado pelo Sevilla, da Espanha.

Convidado pelo presidente José Castro para conhecer a catedral da cidade, ao chegar, ouviu: “Aí estão os restos do descobridor do seu continente (América), Cristóvão Colombo”.

Sampaoli respondeu: “Desculpa, mas vocês creem que ele descobriu. O continente já estavam lá. Vocês chamam o genocídio de descobrimento”.


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