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23 de fevereiro de 2018, 13h09

Temer aposta tudo: “Se não der certo a intervenção, não deu certo o governo”

Ele desconversou sobre se é candidato: “A intervenção é uma jogada de mestre, mas nada eleitoral”

O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira em entrevista à “Rádio Bandeirantes” que a intervenção no Rio de Janeiro é ” um jogo de alto risco, mas um jogo necessário”. Temer disse também ter convicção que a medida dará certo.

— É um jogo de alto risco, mas um jogo necessário. E não vou ficar apenas na intervenção. Vou anunciar o Ministério Extraordinário da Segurança Pública – disse o presidente, completando:

— Se não der certo a intervenção, não deu certo o governo. Porque o comandante supremo das Forças Armadas é o presidente da República. Então o que as Foças Armadas nada mais fizeram foi responder ao comando do seu comandante supremo.

Indagado se seria candidato à reeleição, Temer negou:

— A intervenção na segurança do Rio de Janeiro é uma jogada de mestre, mas nada eleitoral. Eu sou candidato a fazer um bom governo — garantiu.

Ainda segundo o presidente, o Rio precisava da intervenção e o estado será “um exemplo para o país”. Indagado se há a possibilidade de o interventor general Valter Souza Braga Netto afastar agentes de segurança pública que hoje atuam no Rio, Temer foi categórico.

— Claro que há.

Para Temer, as Forças Armadas terão a função de garantir apoio para que a Polícia Militar desempenhe suas funções.

— Não sei se vai haver confronto entre militar, isso o momento lá é que vai dizer. Mas se houver confronto entre marginal, bandido armado, que sai dando tiro em um militar, é claro que ele não vai se deixar matar, deixar a segurança ficar absolutamente impune, não vai. Nós esperamos que não aconteça. Se for necessário, é partir para o confronto.

Depois, apressou-se em se explicar.

— ‘Pera’ um pouquinho. É que a gente diz essas coisas e a imprensa pega uma frasesinha e diz: ‘Temer agride os diretos humanos’.

E argumentou que está montando um grupo do Ministério de Direitos Humanos para acompanhar as ações, bem como conversas com grupos do Ministério Público. Ele destacou também a necessidade de engajamento do poder Judiciário para garantir agilidade no deferimento de pedidos urgentes.

Com informações do Extra


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