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02 de janeiro de 2020, 06h46

Temer confessa que votou em Bolsonaro: “Votei em quem não falou mal do meu governo”

Colocando-se como "pacificador", após incendiar a República em 2016, Temer disse ainda que "se Lula radicaliza de um lado, dá chance ao Bolsonaro ficar na posição inversa"

Michel Temer e Bolsonaro (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Michel Temer (MDB-SP), que assumiu a presidência após o golpe parlamentar que derrubou Dilma Rousseff (PT) do poder em 2016, confessou em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo divulgada nesta quinta-feira (2) que votou em Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais em 2018 “por uma razão”: “Votei em quem não falou mal do meu governo”, disse, referindo-se às críticas de Fernando Haddad (PT).

Temer disse ainda que foi procurado por Bolsonaro após as eleições que, “modestamente”, teria lhe pedido conselhos.

“Quando ele me visitou logo após a eleição, me pediu modestamente para dar conselhos. Eu disse que não daria conselhos para quem foi eleito com quase 60 milhões de votos, mas disse que daria palpites. Disse que a relação com China é importantíssima. Não podemos ser unilateralistas. E verifiquei que, tempos depois, ele foi à China”, afirmou.

Colocando-se como “pacificador”, após incendiar a República em 2016, Temer disse ainda que “se Lula radicaliza de um lado, dá chance ao Bolsonaro ficar na posição inversa”. “Talvez eles tenham isso em mente”, afirmou.

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