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10 de fevereiro de 2020, 21h34

Temer diz que gostou de ‘Democracia em Vertigem’

Em entrevista, o ex-presidente ainda afirmou que acredita que Lula é uma "cabeça coroada", apesar de se esquivar sobre detalhes do processo

Reprodução/MyNews

Em entrevista a Mara Luquet e Antonio Tabet, do programa Segunda Chamada, do canal MyNews, o ex-presidente Michel Temer comentou sobre o documentário Democracia em Vertigem, a prisão do ex-presidente Lula e sobre abuso de autoridade. A conversa foi ao ar nesta segunda-feira (10) e contou ainda com a presença da jornalista Patricia Campos Mello, da Folha de S. Paulo.

“Eu achei o filme muito bem produzido, fotografia maravilhosa, muito bem documentado, mas, evidentemente, eu acho que a única observação negativa é que ela tomou uma posição muito pessoal, política-ideológica, muito partidária. Não fora isto, eu diria que o documentário é perfeito”, disse Temer ao comentar sobre o documentário de Petra Costa, que mostrou os bastidores do golpe de 2016.

“A parte que diz respeito a mim é muito ficcional. De qualquer maneira, eu devo dizer que vi com grande satisfação o fato de um documentário – uma ficção, que seja – ter sido escolhido para participar do Oscar”, acrescentou.

Ao comentar sobre o impeachment, Temer, mais uma vez, tentou tirar de si a responsabilidade pela derrubada da ex-presidenta.

“Desde 88, cada governo cumpriu o seu papel, e a presidenta Dilma tinha seus problemas, tinha uma contabilidade criativa, problemas econômicos”, disse Temer. “Quem derrubou mesmo foi o povo que foi às ruas”, completou.

Ele ainda revelou que a última vez que conversou com Dilma foi no episódio da carta do “vice decorativo”.

Sequestrado

Para o ex-presidente, ele foi vítima de uma injustiça e foi uma “cabeça coroada”. “Sem que eu tivesse sido denunciado, acusado, simplesmente determinou a prisão. Eu chamo de sequestro”, completou.

“O que eu era? Eu era uma cabeça coroada, tinham que fazer esses espetáculo”, disse ainda.

Questionado se Lula também se enquadraria na mesma definição, ele concordou, mas evitou comentar sobre os detalhes do processo do ex-presidente. “No caso do Lula eu preciso conhecer o processo, saber exatamente aconteceu. Que ele é uma cabeça coroada não há dúvida, ele foi ex-presidente da República”, disse.

Para o ex-presidente, a lei de abuso de autoridade foi importante para garantir que a Constituição fosse respeitada. “O Brasil é curioso porque ‘Estado Democrático’ e ‘Estado de Direito’ são, mais ou menos, a mesma expressão. Nós fomos tão enfáticos nisso que criamos um ‘Estado Democrático de Direito’, que é pra obedecer rigorosamente o que está no texto legal. Lamentavelmente não tem acontecido isso…”, disse.

Assista na íntegra:


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