No rastro do crime ambiental nas praias do Nordeste
04 de abril de 2019, 09h39

Temer diz que prisão foi “espetáculo circense” e anuncia “desmonte do Estado Democrático de Direito”

“Vi e vivi, leitoras e leitores, tantas imprecações, tantas inverdades, tantas ilações, tantas conclusões que partem do 'parece que', 'tudo indica que', 'a prova é superficial'... E a imprensa, com legitimidade, reverbera essas questões ditas nos autos dando a impressão de que sou perigoso marginal", reclama Temer

"Sucessor" de Dilma, Temer diz que sempre trabalhou pela democracia

Em artigo publicado nesta quinta-feira (04) no Estadão, Michel Temer (MDB) chamou de “espetáculo circense” sua prisão, ocorrida no mês de março. Dedicando o texto aos “milhares” que o apoiam, ele falou ainda em resistência, alertando sobre o “desmonte do Estado Democrático de Direito”.

Após chegar ao Palácio do Planalto por meio de um golpe para tirar Dilma Rousseff (PT) do poder, Temer inicia suas argumentações, reconhecendo a “dificuldade” do Brasil para conviver com a democracia, alegando ainda que sempre trabalhou por ela.

Ao tratar sobre sua prisão, o ex-presidente fala sobre a disparidade entre o que está escrito na Constituição e o que se passa no cotidiano, especialmente no aspecto da “dignidade da pessoa humana”.

“Vi e vivi, leitoras e leitores, tantas imprecações, tantas inverdades, tantas ilações, tantas conclusões que partem do ‘parece que’, ‘tudo indica que’, ‘a prova é superficial’… E a imprensa, com legitimidade, reverbera essas questões ditas nos autos dando a impressão de que sou perigoso marginal”, reclama Temer.

O ex-presidente critica ainda não só o mérito como também a forma de denúncias contra si e diz que sua cabeça é tida como um “troféu”.

“Certamente, estes dizeres farão crescer a sanha daqueles que querem incriminar-me”, escreveu.

Sobre uma série de outros casos de corrupção em que orbita como suspeito, o ex-presidente narra supostas articulações entre delatores e integrantes de órgãos fiscalizadores.

“Veja-se o caso da JBS. Trata-se da trama de um empresário orientado por um procurador da confiança do procurador-geral para que me gravasse, entregasse a gravação e saísse, livre e solto, do País sem nenhuma espécie de punição. Ou seja: ‘Incrimine o presidente da República que nós te perdoamos por todas as irregularidades que você e seu grupo cometeram’. Criaram frase falsa que não consta da gravação, nem poderia constar, porque nunca existiu.”.

Leia o artigo na íntegra.

 

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