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21 de março de 2019, 14h48

Temer foi preso por liderar grupo criminoso que atuou na construção de Angra 3, diz MPF

"As investigações apontam que a organização criminosa praticou diversos crimes envolvendo variados órgãos públicos e empresas estatais, tendo sido prometido, pago ou desviado para o grupo o valor de mais de R$ 1 bilhão e 800 milhões de reais", diz nota do MPF

Temer é preso pela Polícia Federal (Reprodução/TV Globo)

Em nota divulgada em seu site, o Ministério Público Federal informa que a Operação Lava Jato pediu a prisão de Michel Temer (MDB) por liderar uma organização criminosa que praticou desvios e recebeu propina de empresas em troca de contratos na usina de Angra 3, feitos com a estatal Eletronuclear.

Além de Temer, o juiz Marcelo Bretas decretou a prisão preventiva de João Baptista Lima Filho (Coronel Lima), do ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, de Maria Rita Fratezi, de Carlos Alberto Costa, de Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei de Natale e de Carlos Alberto Montenegro Gallo, e a prisão temporária de Rodrigo Castro Alves Neves e de Carlos Jorge Zimmermann. As prisões foram realizadas nessa quinta-feira (21) na operação Radioatividade.

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Segundo a nota, a organização criminosa atuou na construção da usina nuclear de Angra 3, praticando crimes de cartel, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e fraudes à licitação.

“Após celebração de acordo de colaboração premiada com um dos envolvidos e o aprofundamento das investigações, foi identificado sofisticado esquema criminoso para pagamento de propina na contratação das empresas Argeplan, AF Consult Ltd e Engevix para a execução do contrato de projeto de engenharia eletromecânico 01, da usina nuclear de Angra 3”, afirma o MPF.

Os presos são acusados de crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

“As investigações apontam que a organização criminosa praticou diversos crimes envolvendo variados órgãos públicos e empresas estatais, tendo sido prometido, pago ou desviado para o grupo o valor de mais de R$ 1 bilhão e 800 milhões de reais. A investigação atual mostra ainda que diversas pessoas físicas e jurídicas usadas de maneira interposta na rede de lavagem de ativos de Michel Temer continuam recebendo e movimentando valores ilícitos, além de permanecerem ocultando valores, inclusive no exterior”.

Confira a nota na íntegra.

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