O que o brasileiro pensa?
10 de fevereiro de 2020, 21h15

“Temos que pensar uma democracia participativa 3.0”, diz Nabil Bonduki

Em entrevista à Fórum, arquiteto e urbanista explica os motivos que o levaram a se tornar pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PT

Nabil Bonduki (Foto: Pedro Garbellini)

Nesta segunda-feira (10), Fórum deu sequência à série de entrevistas com os pré-candidatos do PT à prefeitura de São Paulo. O convidado desta noite foi Nabil Bonduki, que é arquiteto e urbanista e já foi vereador, além de secretário municipal de Cultura na gestão de Fernando Haddad.

“Me sinto preparado para exercer essa função”, disse Bonduki, que deve disputar prévias internas com outros seis pré-candidatos de seu partido.

“Nesse momento nós temos que rever nossa experiência, uma revisão da nossa trajetória, mas não para jogar fora o que foi feito”, avaliou o pré-candidato ao falar sobre os quadros do PT.

“Precisamos construir uma nova frente de esquerda, que consiga juntar desde os partidos de centro-esquerda, como o PDT, o PSB, o PCdoB, como o PSOL”, disse. Ele afirma que é essencial considerar quem tem mais condição de vencer essa disputa, em meio à construção de uma frente de esquerda.

De acordo com o ex-vereador, o PT perdeu espaço nas periferias, nos últimos anos, devido a uma série de motivos, entre eles a mudança de perfil das pessoas que vivem nessas regiões. Para ele, é preciso apostar em outras ferramentas, incluindo as digitais, como forma de intensificar uma democracia participativa.

“Temos que pensar uma democracia participativa 3.0”, sugeriu.

Ao comentar sobre o caos instaurado com as chuvas que ocorreram nesta segunda-feira (10) em São Paulo, Bonduki destacou os efeitos das mudanças climáticas: “Nós temos que trabalhar politicamente e pedagogicamente”.

Segundo o urbanista, é preciso “criar uma consciência de que esse problema é grave e precisa ser enfrentado”. Em relação aos aspectos urbanísticos que influenciam nesses eventos, ele avaliou que “nós [o PT], de certa maneira, fomos um pouco conservadores na radicalidade das propostas que precisam ser feitas”, considerando que é preciso retomar projetos de criação de mais áreas verdes na cidade.

Assista, abaixo, à integra da entrevista.


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