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20 de setembro de 2019, 11h16

“Tigrada”: Weintraub usa termo escravocrata da aristocracia para se referir a progressistas

Historiador explica que o termo remonta aos escravos que eram obrigados a carregar tonéis com fezes e urina dos senhores para despejar nas valas

Foto: Montagem

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, mais uma vez utilizou o termo “tigrada” para se referir à esquerda, sem considerar que este é um termo racista e escravocrata. Em caso mais recente, a palavra foi empregada em um tuíte publicado nesta quinta-feira (19), no qual o ministro parabeniza de forma irônica os assessores do PT que ganharam o bolão da Mega-Sena por “ficarem milionários sem roubar”.

Grupo do PT fica milionário sem roubar. Parabéns à tigrada. Agora já podem parar de defender o Lula”, escreveu. Em seguida, Rodrigo Elias, doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), respondeu ao tuíte de Weintraub explicando que este é um termo racista e escravocrata.

Remonta aos escravos que eram obrigados a carregar tonéis com fezes e urina dos senhores para despejar nas valas. O líquido, cheio de ácido e amônia, escorria em suas costas, que o sol encarregava de manchar. Eram chamados de ‘tigres'”, escreveu.

Um outro seguidor lembrou que é comum o uso desse termo pelo ministro. Em tuíte publicado no começo do mês passado, Weintraub compartilhou uma notícia que revela censura por parte do Instituto Federal do Paraná (IFPR) contra o ex-candidato à presidência, Guilherme Boulos.

“O Brasil está mudando! Essa tigrada precisa saber que os brasileiros acordaram!”, comemorou o ministro.
Confira os tuítes:


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