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25 de julho de 2019, 10h16

Toffoli determina à Petrobras que abasteça navios iranianos

Por ordem de Bolsonaro, a Petrobras não abasteceu dois navios iranianos ancorados no porto de Paranaguá, no Paraná, alegando que estariam sob sanção dos Estados Unidos

Navio iraniano que está no Porto de Paranaguá (Reprodução/TV Globo)

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite desta quarta-feira (24) que a Petrobras abasteça dois navios iranianos que estão parados há quase 50 dias no porto de Paranaguá (PR).

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Na sexta-feira (19), a Petrobras enviou comunicado aos agentes do sistema financeiro dizendo que não abasteceu dois navios iranianos ancorados no porto de Paranaguá, no Paraná, alegando que estariam sob sanção dos Estados Unidos.

Em clara submissão ao governo de Donald Trump, Bolsonaro disse que empresas brasileiras já foram avisadas sobre a questão.

“Existe esse problema, os EUA, de forma unilateral, pelo o que me consta, tem embargos levantados contra o Irã. As empresas brasileiras formam avisadas por nós desse problema e estão correndo risco neste sentido”, disse.

Na decisão, Toffoli argumenta que a empresa brasileira Eleva Química — responsável pelas embarcações — não está na lista de agentes sancionados pelos EUA.

Os navios Bavand e Termeh trouxeram ureia ao Brasil e deveriam retornar com milho ao país persa. O Bavand já tem embarcado quase 50 mil toneladas de milho e o Termeh aguarda o carregamento de outras 60 mil toneladas. A carga é avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.


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