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18 de abril de 2019, 11h02

Toffoli diz que reportagem “foi algo orquestrado para sair às vésperas do julgamento em segunda instância”

Segundo o ministro, os veículos de extrema-direita, que são os principais porta-vozes dos procuradores da Lava Jato, orquestraram uma narrativa "inverídica" para constranger e emparedar o Supremo às vésperas de a Corte tomar uma decisão sobre a prisão após o julgamento em segunda instância, que poderia libertar Lula

Dias Toffoli e Bolsonaro (Arquivo/Assessoria STF)

Em entrevista a Monica Gugliano e Malu Delgado, na edição desta quinta-feira (18) do jornal Valor Econômico, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, disse que a reportagem da revista Crusoé e do site Antagonista censurada pelo colega Alexandre Moraes, “foi algo orquestrado para sair às vésperas do julgamento em segunda instância“.

Segundo o ministro, os veículos de extrema-direita, que são os principais porta-vozes dos procuradores da Lava Jato, orquestraram uma narrativa “inverídica” para constranger e emparedar o Supremo às vésperas de a Corte tomar uma decisão sobre a prisão após o julgamento em segunda instância.

Leia também: Dias Toffoli acredita em armação de procuradores da Lava Jato contra ele

“É ofensa à instituição à medida que isso tudo foi algo orquestrado para sair às vésperas do julgamento em segunda instância. De tal sorte que isso tem um nome: obstrução de administração da Justiça”, afirmou.

O julgamento estava marcado para o último dia 10 de abril, mas foi adiado por Toffoli uma semana antes. Já a reportagem do site e da revista foi ao ar somente na noite de quinta-feira da semana passada, dia 11 – e o documento da Odebrecht foi anexado nos autos da Lava Jato no dia 9 de abril.

Na delação, Marcelo Odebrecht teria sido incitado por procuradores da Lava Jato – segundo advogados do empreiteiro – a revelar que o codinome “o amigo do amigo de meu pai“, que aparece em um e-mail enviado por ele, é Dias Toffoli.

A mensagem eletrônica de Odebrecht foi enviada ao departamento jurídico da empresa, aos executivos Adriano Maia e Irineu Meireles. Para o ministro, o documento “não diz nada com nada”. “Daí tirem as suas conclusões. Era exatamente para constranger o Supremo”, reitera Toffoli, que à época da mensagem era advogado-geral da União do governo Lula.


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