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18 de abril de 2019, 16h05

Toffoli nega censura à imprensa e afirma que houve tentativa de constranger o STF

“É ofensa à instituição à medida que isso tudo foi algo orquestrado para sair às vésperas do julgamento em segunda instância”, declarou o presidente da Corte, em entrevista ao Valor

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se defendeu das acusações de que promoveu censura à revista Crusoé e ao site O Antagonista. Em entrevista a Monica Gugliano e Malu Delgado, do Valor, ele refutou a tese e disse que os veículos de imprensa orquestraram uma narrativa “inverídica” para constranger e emparedar o STF às vésperas do julgamento da prisão em segunda instância.

“É ofensa à instituição à medida que isso tudo foi algo orquestrado para sair às vésperas do julgamento em segunda instância. De tal sorte que isso tem um nome: obstrução de administração da Justiça”.

O julgamento estava marcado para o dia 10, mas foi retirado da pauta seis dias antes.

“Quando eu era ministro, sem ser presidente, nunca entrei com ação (contra uma publicação, nunca reclamei. Mas agora é uma questão institucional. Ao atacar o presidente, estão atacando a instituição”, acrescentou.

Toffoli argumentou que a Constituição proíbe a censura prévia. “Se você publica uma matéria chamando alguém de criminoso, acusando alguém de ter participado de um esquema, e isso é uma inverdade, tem que ser tirado do ar. Ponto. Simples assim”.

Na avaliação do presidente da Corte, há veículos de comunicação vinculados a interesses econômicos, e não jornalísticos. “Tem que lembrar quem financia esses sites. Isso não é imprensa livre. É imprensa comprada”.

Interesses internacionais

Ele prosseguiu: “A destruição das instituições e de reputações faz parte de uma campanha de ódio. Temos que saber se não há interesses internacionais por trás disso, de desestabilizar as instituições. Interesses nada republicanos”.

Toffoli minimizou o impacto do caso no relacionamento do STF com a Procuradoria-Geral da República, pois Raquel Dodge havia defendido o arquivamento do inquérito aberto pelo ministro para investigar fake news e ataques contra a Corte.

“Isso daí está tudo tranquilo. A Raquel Dodge é uma excelente procuradora-geral da República, uma pessoa qualificadíssima”, destacou.


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