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26 de abril de 2019, 06h08

“Toma lá, dá cá”: Cargos oferecidos por Bolsonaro por reforma são insuficientes, dizem líderes partidários

Comandantes das legendas de centro e centro-direita reclamam da má condução das negociações e avaliam também que a decisão de liberar R$ 40 milhões em emendas a cada deputado pode "fidelizar" alguns votos, mas não todos

Bolsonaro, Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni (Marcos Corrêa/PR)

Coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na edição desta sexta-feira (26) da Folha de S.Paulo, informa que lideranças de partidos disseram que a lista de cargos de segundo escalão ofertada por Jair Bolsonaro (PSL) para comprar apoio das siglas à proposta da reforma da Previdência é insuficiente.

Segundo a colunista, a estratégia dá sinais que vai naufragar, pois a maioria dos postos estariam vinculados ao Nordeste e não atenderia parlamentares do Sul e Sudeste.

Os comandantes das legendas de centro e centro-direita reclamam da má condução das negociações e avaliam também que a decisão de liberar R$ 40 milhões em emendas a cada deputado pode “fidelizar” alguns votos, mas não todos.

Toma lá, dá cá
Em entrevista à GloboNews no fim da noite desta quarta-feira (24), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) criticou a visão negativa do “toma lá dá cá” e a associação do legislativo com a “velha política”, dizendo que “ninguém explicou o que é a nova política ainda”.

“É toma lá dá cá quando o Parlamento olha para o governo, mas não é toma lá dá cá quando o governo quer escolher o relator da reforma da Previdência?”, indagou, ressaltando que “quando (a influência) é na Câmara, não tem problema nenhum”. “Quando é no governo, é velha política?”, afirmou.

Em encontro com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM/RS) e líderes partidários, Maia negociou o valor de R$ 40 milhões para cada deputado votar a favor da reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro (PSL) e Paulo Guedes, ministro da Economia.


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