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10 de dezembro de 2019, 21h39

TSE oficializa e Brasil ganha novo partido político: o Unidade Popular (UP), de esquerda e socialista

Legenda conseguiu reunir mais de 1,2 milhão de assinaturas para a criação do partido, que foi oficializada por unanimidade pelo TSE; conheça

Divulgação

O Brasil ganhou nesta terça-feira (10) seu mais novo partido político, que é de esquerda e socialista. Trata-se dA Unidade Popular pelo Socialismo (UP), que será representado pelo número 80 nas urnas.

A criação do partido foi oficializada por unanimidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a coleta de mais de 1,2 milhão de assinaturas. A UP torna-se, assim, a 33ª legenda em funcionamento no país. A agremiação já poderá disputar cargos eletivos nas eleições municipais do ano que vem.

“O registro eleitoral da UP é o resultado de um esforço coletivo de centenas de militantes populares brasileiros, apoiado por mais de 1,2 milhão de pessoas que identificaram em nós seus anseios e depositaram a confiança de quem sabe que o mundo pode e deve ser transformado. A construção da Unidade Popular é prova de que o programa socialista e o Poder Popular têm, sim, adesão junto às camadas populares e está mais atual do que nunca”, diz texto do partido divulgado na página oficial do Facebook após a oficialização do registro da legenda.

O primeiro Congresso Nacional da UP foi realizado em março deste ano em Belo Horizonte. À época, em entrevista à Fórum, o presidente nacional da sigla, Leonardo Péricles, falou sobre as motivações para a criação do partido. “A UP nasce da vontade consciente de centenas de militantes que não foram contaminados pela burocracia dos gabinetes e não tiveram medo de ir às ruas, praças, trens, metros, portas de escolas, universidades e fábricas, vilas e favelas e coletaram 1,2 milhão de assinaturas de apoio para a legalização do partido”, disse.

“A UP se propõe a ser um polo que contribua com a reorganização da esquerda no meio do povo pobre a partir de um programa revolucionário, mas que, ao mesmo tempo, dialogue com o povo. Quem devemos combater? O capital financeiro internacional e os muito ricos, as classes que dominam no Brasil, que carregam desde o período da escravidão o racismo, o machismo, o autoritarismo e principalmente a política anti-pobre que leva o Brasil a ser dependente, humilhado e saqueado como é hoje”, completou Péricles.

Em seu programa, a UP defende o controle social de todos os monopólios e consórcios capitalistas e dos meios de produção nos setores estratégicos da economia, Reforma Agrária Popular, garantia de livre a acesso do povo à universidade, entre outros 22 pontos.

 


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