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10 de outubro de 2018, 16h29

Tucano Marconi Perillo é preso na Operação Cash Delivery

Decreto de prisão foi emitido depois de investigações da Operação Cash Delivery, que apura o pagamento de propina para suas campanhas

Roberto Stuckert Filho/PR

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) foi preso na tarde desta quarta-feira (10), depois de prestar depoimento em investigação da Operação Cash Delivery, que apura o pagamento de propina para suas campanhas eleitorais.

A prisão ocorre logo após o tucano prestar depoimento na sede da Polícia Federal (PF), na capital goiana. Em nota, o advogado de Marconi, Antônio Carlos Almeida de Castro, o Kakay, registrou indignação com a detenção do ex-governador.

A investigação tem como base os depoimentos dos delatores Fernando Reis e Alexandre Barradas, da Odebrecht, que citaram repasses de R$ 10 milhões ao tucano. O ex-governador teria recebido R$ 2 milhões na eleição de 2010 e R$ 8 milhões em 2014, de acordo com as delações.

Acompanhe a íntegra da nota da defesa de Perillo:

“Defesa de Marconi Perillo, perplexa, vem registrar a completa indignação com o decreto de prisão na data de hoje. O Tribunal Regional da Primeira Região já concedeu 2 liminares para determinar a liberdade de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões de 2 ilustres Desembargadores. O novo decreto de prisão é praticamente um “cópia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do TRF 1.

Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex-Governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento. Na visão da defesa, esta nova prisão constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados.

A Defesa acredita no Poder Judiciário e reitera que uma prisão por fatos supostamente ocorridos em 2010 e 2014, na palavra isolada dos delatores, afronta pacífica jurisprudência do Supremo, que não admite prisão por fatos que não tenham contemporaneidade. Marconi Perillo recebeu o decreto de prisão quando estava iniciando o seu depoimento no departamento de Polícia Federal e optou por manter o depoimento por ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos”.


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