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30 de maio de 2020, 18h45

“Tudo aponta para uma crise”: Bolsonaro usa Twitter para fazer nova ameaça às instituições

STF, TSE, imprensa, Câmara e Polícia Federal foram alvos de ataques do presidente na tarde deste sábado.

O presidente Jair Bolsonaro, participa da cerimônia do Dia do Soldado, na Concha Acústica do Quartel-General do Exército (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro publicou uma sequência de mensagens no Twitter na tarde deste sábado (30) com uma ameaça implícita ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Polícia Federal (PF), à imprensa e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em meio às investigações contra aliados do presidente e contra a chapa do presidente.

“TUDO APONTA PARA UMA CRISE. Primeiras páginas dos jornais abordaram com diferentes destaques, as decisões envolvendo a atuação do STF, da PF, do TCH e do TSE em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados”, escreveu o presidente no início de longa sequência. O tuíte foi colocado como “fixo”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também é criticado pelo ex-capitão, que sai em defesa do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

O ex-capitão destacou manchetes do Estado de S. Paulo e do O Globo e ainda afirmou que o ministro Celso de Mello, do STF, violou a lei de segurança nacional ao investigar o filho dele, Eduardo Bolsonaro.

Neste sábado, foram lançados três movimentos contra o presidente, que parecem ter pressionado o ex-capitão. Juristas apresentaram um manifesto, o o economista Eduardo Moreira puxou a campanha “Somos 70 porcento” enquanto diversas lideranças políticas e artistas publicaram o documento “Estamos Juntos”, pedido uma mobilização similar à das Diretas Já.

Confira todas as mensagens:

TUDO APONTA PARA UMA CRISE:

1. Primeiras páginas dos jornais abordaram com diferentes destaques, as decisões envolvendo a atuação do STF, da PF, do TCH e do TSE em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados.

2. O ministro do STF, Celso de Mello, fez um pedido de investigação contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, à Procuradoria Geral da República, por crime de incitação à subversão da ordem política ou social. A prática viola a Lei de Segurança Nacional.

3. A notícia-crime foi protocolada na Corte depois do parlamentar dizer, em um vídeo publicado nas redes sociais, que não se trata de uma questão de “se”, e sim “quando” haverá uma ruptura político-institucional.

4. Nas primeiras páginas dos jornais, o pedido da PF para a prorrogação das investigações do inquérito, no âmbito do STF, que apura se o PR interferiu politicamente, ou não, na PF, segundo a acusação do ex-ministro Sérgio Moro. PF que ouvir oficialmente o PR sobre a denúncia.

5. Estadão e O Globo publicam, o pedido do ministro Og Fernandes, do TSE, para que a chapa Bolsonaro/Mourão se manifeste, em três dias, sobre a inclusão de informações do inquérito das fakenews em dois processos da Justiça Eleitoral, que questionam a diplomação dos dois.

6. A acusação é a de que a chapa usou empresas para efetuar disparos em massa de mensagens com notícias falsas contra opositores. ? *- Estadão realça que esse seria o caminho mais próximo para retirá-los do Poder.*

7. Estadão: a investigação do STF para apurar “fakenews” contra ministros da Corte pode chegar ao chamado “gabinete do ódio”, que trabalharia próximo ao PR e seria comandado por Carlos Bolsonaro. Faltando 45 dias p/ conclusão, o jornal já fala da intenção de prorrogar o inquérito

8. Estadão noticia que o subprocurador, Lucas Furtado, ingressou com uma representação para que o plenário do analise se a ação do grupo de servidores é financiada, ou não, por recursos públicos. O grupo teria 23 servidores na assessoria especial do gabinete presidencial.

9. Rede desistiu da ação, que solicitava o fim do inquérito aberto para apurar ataques e ofensas ao STF. Agora, o partido não quer o final do inquérito, que serviu para o ministro-relator, Alexandre de Moraes, acusar um rol de pessoas ligadas ao PR. E que a PGR quer suspender.

10. O inquérito, diz o partido, apresentava “inquietantes indícios antidemocráticos”, mas, um ano depois, “se converteu em um dos principais instrumentos de defesa da democracia”. Oportunismo jurídico. O ministro Edson Fachin decidirá se aceita ou não o pedido da Rede.

11. Jornais também destacaram na suas capas o manifesto dos procuradores da República, com a assinatura de 590 de 1.150 integrantes do MPF, para a adoção da lista tríplice para a nomeação do chefe da instituição.

12. Segundo a leitura política da mídia, o manifesto é uma reação à postura do atual PGR, Augusto Aras, que estaria favorecendo o PR, e foi escolhido fora da lista tríplice encaminhada ao Presidente da República.

13. Na capa da Folha de S. Paulo e do O Globo o fato do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ter ficado calado no depoimento à Polícia Federal, no prédio do MEC, sobre suas declarações contra os ministros do STF na reunião ministerial do dia 22 de abril.

14. PR lhe concedeu a medalha do mérito naval, que a mídia entendeu como uma “provocação.” Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a atacar Weintraub, lamentando o país ter um “ministro tão desqualificado.”


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