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30 de outubro de 2019, 09h31

Um mês depois da morte de Marielle, Carluxo relatou à polícia discussão com assessor da vereadora

O filho do presidente contou que foi chamado de fascista pelo assessor, que era seu vizinho de gabinete na Câmara Municipal do Rio. Colaboradora de Marielle desmentiu a versão de Carlos

Carlos Bolsonaro (Reprodução)

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) relatou, em depoimento à Polícia Civil, que teve uma discussão com um assessor da vereadora da Marielle Franco (PSOL), sua vizinha de gabinete na Câmara Municipal do Rio. Depoimento foi dado no dia 25 de abril, pouco mais de um mês depois do assassinato da vereadora. Carluxo contou à polícia que foi chamado de “fascista”pelo assessor.

Carlos declarou que questionou o funcionário o motivo da agressão verbal. Ainda segundo o vereador, a própria Marielle “intercedeu para acalmar os ânimos, encerrando a discussão”. Ele não informou a data em que o conflito aconteceu. O vereador disse ainda que mantinha um relacionamento “respeitoso e cordial” com Marielle e que ficou sabendo do assassinato da vereadora pela imprensa.

Colaboradoras do gabinete de Marielle Franco também relataram à polícia sobre o bate-boca. No dia 17 de abril de 2018, uma delas afirmou “que houve um desentendimento entre Carlos Bolsonaro e um dos assessores de Marielle, de nome Rafael, onde Marielle interviu amenizando e resolvendo o fato na época”.

A pesquisadora, que colaborava para o gabinete da vereadora do PSOL, disse ainda não se recordar da data do fato. No dia seguinte, outra colaboradora prestou depoimento e deu informações diferentes do vereador sobre o motivo da discussão.

“Se recorda que uma pessoa ligada a Carlos Bolsonaro, o qual se encontrava em seu gabinete, fez uns comentários desrespeitosos para um dos assessores de Marielle, tendo se iniciado uma pequena confusão, em seguida Marielle e o próprio Carlos Bolsonaro acabaram intercedendo, com a finalidade de acalmar os ânimos exaltados”.

Caso Marielle

Depois que o Jornal Nacional divulgou nesta terça-feira (29) a possível participação de Jair Bolsonaro no assassinato de Marielle Franco, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) foi às redes sociais para tentar provar que não tem participação no crime. Carluxo diz que não estava em casa no dia 14 de março do ano passado, data em que Marielle Franco foi brutalmente assassinada pela milícia. Seu principal argumento são registros do Diário Oficial que relatam a sua presença em plenário na Câmara Municipal do Rio de Janeiro no dia do assassinato.
“Percebendo que a narrativa já nasceu morta, pois o então Dep. Bolsonaro não poderia atender o interfone de sua casa no Rio estando comprovadamente em Brasília, CANALHAS agora tentam me envolver. Segue DCM COM MINHA PRESENÇA, votações e horário de término da sessão do dia 14/03/18”, escreveu o vereador.
Na tarde do dia 14, o ex-policial militar Élcio Queiroz, motorista do carro usado para matar Marielle, esteve no condomínio do presidente Jair Bolsonaro no dia da morte da vereadora e recebeu autorização da casa de Jair para entrar e visitar Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos.

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