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21 de julho de 2018, 15h28

Uma tragédia eleitoral não está descartada

O ativista digital Luiz Henrique Barbudinho alerta para o risco de um segundo turno entre a direita e a extrema-direita

Foto: Carlos Magno/Fotos Públicas

Por Luiz Henrique Barbudinho*

Com as recentes mudanças nas alianças para o pleito presidencial, onde os partidos do chamado “centrão” tiraram o governador de São Paulo licenciado do coma e lhe colocaram de volta para respirar sem aparelhos na corrida para o Palácio do Planalto, a chance de um segundo turno entre direita e extrema-direita começa a se tornar viável.

Com a injusta prisão de Lula e o impedimento de sua candidatura, a divisão do campo progressista e também um provável isolamento de Ciro Gomes, caso o PSB desista do namoro com o PDT, a possibilidade de um candidato de esquerda se classificar para a segunda etapa da eleição será mínima.

É evidente que Bolsonaro tem um teto, mas não dá para subestimá-lo. Antes da adesão de Valdemar Costa Neto e Ciro Nogueira ao projeto Alckmista, era dado como certo um segundo turno com Bolsonaro.

Geraldo tem o mercado, o “centrão”, tempo de TV, governo Temer (disfarçado) e o apoio incondicional da grande mídia. Com o cenário colocado aqui, o tucano estará entre os dois presidenciáveis mais votados no primeiro turno, o que não significa a morte eleitoral de Bolsonaro, que atrai um público mais radical e conservador. Eu não acredito que os eleitores do presidenciável do PSDB e do PSL sejam os mesmos. Será uma eleição de muitos candidatos. Os dois que mais se destacarem, passam de fase.

A verdade é que 2018 ainda está aberto e uma tragédia eleitoral não está descartada. O Brasil pode sim repetir o segundo turno da França, entre Marine Le Pein e Macron, com Bolsonaro e Geraldo Alckmin.

O campo progressista precisa agir rápido para evitar a eleição de um projeto que dará continuidade à agenda implantada por Temer. Alguns quadros políticos precisam deixar o orgulho de lado e pensar no povo brasileiro, que está sendo massacrado por um governo neoliberal a serviço do capital financeiro.

*Luiz Henrique Barbudinho é ativista digital e estudante de Marketing


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