Universidade Mackenzie censurou debate com Boulos, mas recebeu Major Olímpio

Um grupo de alunos protestou, dizendo que a atitude é contrária a todas as diretrizes de uma universidade, mostrando a falta de democracia e liberdade de expressão presentes na instituição

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, que censurou a presença de Guilherme Boulos (PSOL) em um debate sobre reforma da Previdência, que aconteceria em maio, realizou um evento semelhante na última terça-feira (8), em suas dependências, com o mesmo tema. O principal convidado, desta vez, foi o senador Major Olímpio (PSL).

Um grupo de alunos protestou, dizendo que a atitude é contrária a todas as diretrizes de uma universidade, mostrando a falta de democracia e liberdade de expressão presentes na instituição.

A Fórum entrou em contato com a assessoria de imprensa da universidade e até o fechamento da matéria não havia obtido retorno.

Resistência

Em maio, após a censura à participação de Boulos, ele, em vídeo veiculado nas redes sociais, deixou claro que o debate ocorreria, apesar da proibição: “Fomos informados que o reitor do Mackenzie determinou a proibição do nosso debate hoje na universidade. Gesto autoritário, de desrespeito à pluralidade. Não aceitaremos. O debate está mantido e vai ser na rua! Em frente ao Mackenzie. Vamos!”, declarou.

Foi o que ocorreu. Os estudantes do Mackenzie lotaram o debate sobre a reforma da Previdência com o professor e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

O evento foi realizado no bar Fraternidade 211, que fica localizado próximo ao Mackenzie. Mais de 500 pessoas estiveram presentes e muitos não conseguiram entrar devido à lotação da casa.

Publicidade
Avatar de Redação

Redação

Direto da Redação da Revista Fórum.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR