Defensor da privatização, presidente do Banco do Brasil pede demissão

Em abril, Rubem Novaes disse que tinha um "sonho" de privatizar o Banco do Brasil

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, pediu demissão do posto nesta sexta-feira (24). A informação foi divulgado pelo banco público em comunicado nesta tarde.

“O Banco do Brasil (BB) comunica que o Sr. Rubem de Freitas Novaes entregou ao Exmo. Sr. Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro e ao Exmo. Ministro da Economia, Paulo Roberto Nunes Guedes, pedido de renúncia ao cargo de presidente do BB, com efeitos a partir de agosto, em data a ser definida e oportunamente comunicada ao mercado, entendendo que a Companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário”, diz o comunicado, obtido pela Revista Veja.

O executivo é um forte defensor da privatização da instituição e chegou a dizer que isso seria um “sonho”, durante a reunião ministerial de 22 de abril. Naquele dia, Guedes disparou a frase “tem que vender essa porra logo”, referindo-se ao BB.

“Em relação (risos) à privatização, eu acho que fica claro que com o BNDES cuidando do desenvolvimento e com a Caixa cuidando do fim da área social, o Banco do Brasil estaria pronto para um programa de privatização, né?”, disse Novaes na ocasião.

Na última sexta-feira, Novaes voltou a tocar no assunto e definiu o banco como uma “anomalia”. “Na minha avaliação banco ou qualquer empresa pública de capital aberto é uma anomalia. Uma das razões pelas quais eu entendo que a privatização é necessária é porque ou você é público ou privado. Você não pode chamar capital privado e ficar subordinado a prioridades de governo”, disse.

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

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