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12 de fevereiro de 2020, 13h21

Flávio Bolsonaro avisa que vão acelerar cremação de Adriano da Nóbrega para destruir evidências

“Rogo às autoridades competentes que impeçam isso e elucidem o que de fato houve”, diz o senador

O senador Flávio Bolsonaro alertou, através de um tuíte, nesta quarta-feira (12), que querem “acelerar a cremação de Adriano da Nóbrega para sumir com as evidências de que ele foi brutalmente assassinado”.

“Rogo às autoridades competentes que impeçam isso e elucidem o que de fato houve”.

“DENÚNCIA! Acaba de chegar a meu conhecimento que há pessoas acelerando a cremação de Adriano da Nóbrega para sumir com as evidências de que ele foi brutalmente assassinado na Bahia. Rogo às autoridades competentes que impeçam isso e elucidem o que de fato houve.”

Cremação foi proibida

De acordo com a revista Veja, a Justiça do Rio proibiu, nesta quarta-feira, 12, a cremação do corpo do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega. O pedido havia sido feito pela mãe e pelas irmãs do ex-policial.

Em sua decisão, a juíza Maria Izabel Pena Pieranti afirmou que o pleito não atendia “aos requisitos da Lei 6.015/73, não estando acompanhado de imprescindíveis documentos”, como o Guia de Remoção de Cadáver e o Registro de Ocorrência. A magistrada destaca, também, que a morte de Adriano da Nóbrega não se deu “por causas naturais”.

A revista informa ainda que, momentos antes da decisão, um integrante do governo de Wilson Witzel havia informado que Adriano, morto numa operação policial conjunta das secretarias de segurança pública dos estados da Bahia e do Rio, realizada no domingo, seria cremado nesta quarta-feira.

Saiba quem era Adriano da Nóbrega

Adriano Magalhães da Nóbrega, morto na madrugada deste domingo (9) em troca de tiros com a polícia, é um dos personagens ocultos da tragédia brasileiro do último, ao menos, um ano e meio. Ligado a Flávio Bolsonaro, segundo investigações do Ministério Público, era amigo de Fabrício Queiroz, considerado o operador do então deputado estadual.

De acordo com o MP, contas bancárias controladas por Adriano foram usadas para abastecer Queiroz.

Foragido desde janeiro do ano passado, ele é apontado como chefe do grupo de matadores de aluguel, “Escritório do Crime”, milícia suspeita pela morte da vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes, assassinados em março de 2018.

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