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13 de outubro de 2019, 07h47

Vaiado em Aparecida, Bolsonaro se cala sobre canonização de Irmã Dulce

Presidente não se pronunciou sobre a canonização da freira baiana; dezenas de autoridades e parlamentares foram ao Vaticano para prestigiar o evento

Reprodução

Apoiado por uma considerável parcela do setor evangélico no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro bem que tentou uma aproximação com os católicos ao comparecer ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (SP) em razão do feriado em homenagem à padroeira. Para a surpresa da equipe presidencial, no entanto, o capitão da reserva foi alvo de vaias e, neste domingo (13), um dia após um dos eventos mais importantes da comunidade católica brasileira, decidiu ignorar a canonização de Irmã Dulce, chancelada pelo Papa Francisco em cerimônia realizada no Vaticano.

O Planalto já havia informado que o presidente não compareceria à cerimônia por conflitos de agenda. Em contrapartida, o país foi representado na canonização da primeira santa brasileira por mais de vinte autoridades.

Na comitiva oficial estiveram presentes os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o procurador-geral da República, Augusto Aras, além do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), entre outros políticos.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), foi mais uma das autoridades que prestigiaram o evento católico. Pelas redes sociais, o petista comentou sobre o legado da religiosa que nasceu em seu estado. “A primeira santa nascida no Brasil é baiana, uma de nós. Viveu em #Salvador e tocou a vida de muita gente”. 

Críticas do arcebispo 

As vaias contra Bolsonaro na cerimônia em homenagem à Nossa Senhora Aparecida vieram após a missa regida na manhã deste sábado (12) pelo arcebispo Dom Orlando Brandes. Sem citar nomes, o clérigo fez duras críticas ao conservadorismo e à direita. Brandes disse que o “dragão do tradicionalismo” ataca o Papa Francisco e o Sínodo da Amazônia e que a corrupção tem tido caminho mais fácil, gerando desemprego e crescimento das desigualdades.

“Temos o dragão do tradicionalismo. A direita é violenta, é injusta, estão fuzilando o Papa, o Sínodo, o Concílio Vaticano Segundo. Parece que não queremos vida, o Concílio Vaticano segundo, o evangelho, porque ninguém de nós duvida que está é a grande razão do sínodo, do concílio, deste santuário, a não ser a vida como já falei”, professou Brandes.

Horas depois, Bolsonaro foi recebido com vaias no maior templo católico do país.

 

 


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