Fórum Educação
22 de outubro de 2018, 23h25

“Vamos salvar o País do pior”, diz Haddad, em ato histórico no Tuca

Artistas, intelectuais e lideranças religiosas se reuniram para apoiar o candidato do PT à Presidência

Foto: Giorgia Cavicchioli

Foi com frases de impacto, como “a nossa candidatura representa a luta democrática”, “a gente quer ganhar essa eleição” e “vamos salvar o País do pior”, que o candidato Fernando Haddad (PT) encerrou um ato emocionante, na noite desta segunda-feira (22) no Teatro da Pontifícia Universidade Católica, o Tuca. Mas, antes mesmo de a manifestação que uniu artistas, intelectuais e lideranças religiosas acabar, já era possível observar um fato histórico hoje.

Ao chegar nas imediações do teatro já era possível observar uma multidão de pessoas que queria assistir ao ato dentro do local, mas que não conseguiu por conta da superlotação. Mesmo assim, essas pessoas não foram embora e aguardaram para ver tudo por um telão instalado na porta do Tuca. Dentro do local era possível ver que a organização do evento estava certa quando disse que não cabia mais ninguém. O teatro estava lotado.

Alguns carregavam bandeiras, outros vestiam camisetas temáticas de lutas do campo progressista e alguns até levaram instrumentos musicais. Durante a espera para a chegada do candidato e de sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), foram feitas algumas brincadeiras com os presentes, como um concurso de imitações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma votação para escolher o grito mais famoso dessas eleições. O vencedor foi “Eu tô com ele, eu tô com ela, eu tô com Lula, Haddad e Manuela”.

Durante essas brincadeiras, duas grandes pausas. Uma aconteceu quando José Genoino, ex-presidente do PT, chegou ao Tuca. Todos os presentes pararam e ovacionaram o ex-deputado federal com gritos de “Genoino, guerreiro, do povo brasileiro”. Outro momento em que os eleitores ficaram muito animados foi quando o ex-senador Eduardo Suplicy apareceu no palco carregando sua própria cadeira para se sentar ao lado dos presentes. Era possível ouvir muitos gritos de “Suplicy, Suplicy”.

Enquanto um senhor com um saco enorme de amendoins passava por entre as cadeiras vendendo o petisco por R$ 5, foi possível ouvir a multidão que estava do lado de fora do teatro gritar. Era o sinal de que Haddad e Manuela estavam chegando. Ao entrarem no palco ao lado de Ana Estela Haddad, companheira do candidato do PT, eles foram recebidos com gritos de “Brasil, urgente, Haddad presidente”.

Em seguida, o ex-candidato Guilherme Boulos (Psol) deu início às falas de apoio ao petista. Também ovacionado pelo público e até com um grito de “eu te amo” vindo de uma mulher que estava no meio da multidão, Boulos afirmou que tem diferenças em relação ao PT, mas que não poderia se abster da responsabilidade de apoiar a candidatura de Haddad no segundo turno. “O que está em jogo não é apenas a disputa entre candidaturas. É a disputa entre a democracia e a ditadura”, afirmou.

Entre muitas falas de cientistas, estudantes, artistas, juristas, torcidas organizadas e escritores, que entregaram pessoalmente manifestos a favor da democracia nas mãos de Haddad, a manifestação das lideranças religiosas fez com que todos se emocionassem de uma forma muito profunda. Representantes de todas as religiões se deram os braços e se declararam a favor da democracia e do amor. Haddad também recebeu de presente algumas Bíblias para repor a que foi furtada hoje por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Depois disso, Manuela fez seu discurso dizendo que se lembra de todo o caminho que foi percorrido por sua candidatura para chegar até este momento decisivo para o Brasil. “Quando eu fecho os olhos e me lembro dos lugares que estive, das pessoas com quem conversei, eu tenho a convicção de que o povo construirá a nossa vitória no próximo domingo”, disse ela. Por fim, a vice afirmou que é preciso virar muitos votos até o final de semana para conseguir construir a vitória da democracia nas urnas.

Ao final, Haddad afirmou que sua chapa quer regatar o sonho do Brasil de ter um projeto de país para todos. Chamando Bolsonaro de “soldadinho de araque”, o petista disse que o projeto que o militar representa “já perdeu”. “Ele é um anti-humano”, disse Haddad sobre o candidato do PSL.

Quando terminaram suas falas no teatro, Haddad e Manuela foram até a sacada do Tuca para conversar com as pessoas que ficaram do lado de fora por conta da superlotação. Ao aparecerem para a multidão, foram ovacionados novamente. Para eles, o candidato do PT pediu que as pessoas revertam um voto a mais para sua chapa para assim “varrer o fascismo do Brasil”. Em seguida, Manuela também deu seu recado: “Vocês podem virar muitos votos. Cada vira voto é coragem e resistência. Venceremos!”, disse a vice.


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