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17 de julho de 2019, 06h29

“Apoio institucional” de Raquel Dodge não satisfaz Deltan Dallagnol e procuradores da Lava Jato

Em reunião, Raquel Dodge ainda teria mandado os procuradores da Lava Jato fazerem uma avaliação do teor das mensagens obtidas e divulgadas até o momento e dizer se têm ideia do que está por vir

Dodge em reunião com Dallagnol e procuradores da Lava Jato (Divulgação/PGR)

Os procuradores Deltan Dallagnol, Julio Noronha, Roberson Pozzobon, Laura Tessler, Antônio Augusto Teixeira Diniz, Isabel Groba Vieira, Antônio Carlos Welter e Paulo Roberto Galvão, da Lava Jato, saíram insatisfeitos com o “apoio institucional” recebido da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, em reunião na tarde desta terça-feira (17), na sede do órgão em Brasília.

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Dallagnol e seus comandados na Lava Jato em Curitiba esperavam uma defesa enfática da PGR aos procuradores da força-tarefa, que estão acuados diante dos diálogos divulgados em reportagens do site The Intercept em parceria com outros veículos de imprensa, segundo a jornalista Daniela Lima, da coluna Painel, na edição desta quarta-feira (17) da Folha de S.Paulo.

Na reunião, Dodge ainda teria mandado os procuradores fazerem uma avaliação do teor das mensagens obtidas e divulgadas até o momento e dizer se têm ideia do que está por vir.

Após o encontro, que durou cerca de 3 horas, a procuradora-geral emitiu nota dizendo que “o apoio institucional, financeiro e de pessoal ao combate à corrupção e ao crime organizado feito pela força-tarefa Lava Jato continuará”.

“O apoio institucional, financeiro e de pessoal ao combate à corrupção e ao crime organizado, para que a Força-Tarefa Lava Jato cumpra com integridade seus objetivos, continuará, permitindo que o patrimônio público seja preservado e que a honestidade dos administradores prevaleça. O respeito ao contraditório e a ampla defesa devem sempre ser observados na atuação institucional, especialmente nas ações judiciais, para assegurar que o trabalho feito com qualidade e eficiência passe pelo crivo das várias instâncias judiciais e do Ministério Público, e esteja apto a produzir efeitos legais válidos”, disse Dodge, segundo a nota.

Participaram também da reunião, pela PGR, os procuradores Raquel Branquinho, Alexandre Camanho, Eliana Torelly, Mara Elisa e Oswaldo José Barbosa Silva.


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