Fórum Educação
24 de novembro de 2019, 09h02

Após nova Vaza Jato, Glenn diz que Moro mentiu: “extremista de direita”

Para o editor do The Intercept, a divulgação das conversas privadas de Lula e as "mentiras de Moro" sobre o que fez são atos de corrupção muito graves

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Depois das novas denúncias da Vaza Jato, divulgadas neste domingo (24) pelo The Intercept Brasil e pela Folha de S.Paulo, o jornalista Glenn Greenwald foi ao Twitter para apontar a gravidade da atuação de Sérgio Moro no julgamento do ex-presidente Lula.

“A divulgação de Moro das gravações de Lula foi um dos atos mais impactantes na democracia brasileira nesta década. Foi um fator enorme que causou o impeachment de Dilma. Moro mentiu sobre a justificativa. Até os promotores do MPF estavam preocupados por não poderem defendê-lo”, disse Glenn.

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“Todos agora sabem que Moro é um extremista de direita com a ideologia de Bolsonaro. O tempo todo como juiz, ele abusava de seu poder judicial por seus objetivos políticos. A divulgação das conversas privadas de Lula e as mentiras de Moro sobre o que fez é corrupção muito grave”, acrescentou.

“Moro mentiu ao público quando disse que apenas seguira o padrão estabelecido pela LJ quando mandou retirar o sigilo das investigações sobre o Lula. A divulgação das gravações de Lula contrariou padrão da LJ: Moro fez isso só neste caso”, finalizou o editor do The Intercept Brasil.

Denúncia

A reportagem deste domingo afirma que “um levantamento feito pela Operação Lava Jato em 2016 e nunca divulgado põe em xeque a justificativa apresentada pelo ministro Sérgio Moro quando era o juiz do caso e mandou retirar o sigilo das investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”.

Na oportunidade, Moro declarou que somente havia seguido o padrão estabelecido pela Lava Jato, assegurando total publicidade aos processos que conduzia e a informações de interesse para a sociedade. No entanto, o levantamento realizado pela força-tarefa da operação em Curitiba indicou que a prática adotada no caso de Lula foi diferente de outras ações semelhantes.


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