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29 de junho de 2019, 12h53

Após novas denúncias, Boulos defende exoneração de Dallagnol

Inúmeras lideranças consideraram gravíssimos os vazamentos deste sábado e denunciam perseguição política

Foto: Reprodução

Os vazamentos divulgados pelo The Intercept, na madrugada deste sábado (29), mobilizaram várias lideranças políticas, em suas redes sociais. Gravações mostram que o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, tentou forçar uma ação contra Jaques Wagner (PT-BA), em outubro de 2018, com o objetivo de prejudicá-lo no processo eleitoral de 2018. Wagner foi eleito senador.

Guilherme Boulos (PSOL), líder do Movimento dos Trabalhadores Sem teto (MTST), declarou: “Deltan queria fazer busca e apreensão ‘urgentíssima’ contra Jaques Wagner ‘por questão simbólica’ antes do 2° turno das eleições: ‘Tipo agora ou nunca kkkkk’. Um procurador da República usando de suas funções para fazer jogo político tem que ser exonerado”.

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Também via Twitter, a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, disse: “A troca de mensagens entre Dallagnol e procuradores, divulgadas hoje, são constrangedoras p/ a Lava Jato e p/ o MPF. Perseguição política contra Jaques, apenas. O nível é de molecagem, de traquinagens c/ o poder que esses servidores públicos têm. Poder máximo e responsabilidade zero”.

Já o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) condenou a relação promíscua entre juízes e procuradores: “Qualquer perseguição por motivos políticos, além de inconstitucional, é profundamente imoral. Mais grave ainda quando são juízes e procuradores a armarem coisas ‘simbólicas’, fazerem ‘tabelinhas’, com intuito puramente político. Será que nem vergonha estão sentindo? Remorso?”.

Marcelo Freixo, deputado federal (PSOL) destacou a gravidade do caso: “Os fins não podem justificar os meios, principalmente quando se é juiz. Querer fazer o certo não é álibi para se cometer crimes, como fez Moro. É grave que a defesa do ministro da Justiça use dessa lógica que viola o Estado Democrático de Direito”.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT) também se manifestou nas redes sociais: “Últimas revelações do Intercept Brasil de diálogos entre os procuradores: 1) queriam fazer uma busca e apreensão na casa do Senador Jaques Wagner na véspera da eleição para criar um fato político. 2) consideravam Moro um juiz acusador, que atropelava a legalidade”.


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