sábado, 26 set 2020
Publicidade

Após novas denúncias, Boulos defende exoneração de Dallagnol

Os vazamentos divulgados pelo The Intercept, na madrugada deste sábado (29), mobilizaram várias lideranças políticas, em suas redes sociais. Gravações mostram que o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, tentou forçar uma ação contra Jaques Wagner (PT-BA), em outubro de 2018, com o objetivo de prejudicá-lo no processo eleitoral de 2018. Wagner foi eleito senador.

Guilherme Boulos (PSOL), líder do Movimento dos Trabalhadores Sem teto (MTST), declarou: “Deltan queria fazer busca e apreensão ‘urgentíssima’ contra Jaques Wagner ‘por questão simbólica’ antes do 2° turno das eleições: ‘Tipo agora ou nunca kkkkk’. Um procurador da República usando de suas funções para fazer jogo político tem que ser exonerado”.

Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo

Também via Twitter, a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, disse: “A troca de mensagens entre Dallagnol e procuradores, divulgadas hoje, são constrangedoras p/ a Lava Jato e p/ o MPF. Perseguição política contra Jaques, apenas. O nível é de molecagem, de traquinagens c/ o poder que esses servidores públicos têm. Poder máximo e responsabilidade zero”.

Já o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) condenou a relação promíscua entre juízes e procuradores: “Qualquer perseguição por motivos políticos, além de inconstitucional, é profundamente imoral. Mais grave ainda quando são juízes e procuradores a armarem coisas ‘simbólicas’, fazerem ‘tabelinhas’, com intuito puramente político. Será que nem vergonha estão sentindo? Remorso?”.

Marcelo Freixo, deputado federal (PSOL) destacou a gravidade do caso: “Os fins não podem justificar os meios, principalmente quando se é juiz. Querer fazer o certo não é álibi para se cometer crimes, como fez Moro. É grave que a defesa do ministro da Justiça use dessa lógica que viola o Estado Democrático de Direito”.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT) também se manifestou nas redes sociais: “Últimas revelações do Intercept Brasil de diálogos entre os procuradores: 1) queriam fazer uma busca e apreensão na casa do Senador Jaques Wagner na véspera da eleição para criar um fato político. 2) consideravam Moro um juiz acusador, que atropelava a legalidade”.

Redação
Redação
Direto da Redação da Revista Fórum.