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05 de julho de 2019, 16h34

Artigo do New York Times ironiza Lava Jato: “Para onde fugir quando até os guerreiros anticorrupção estão sujos?”

O texto é assinado pela jornalista Vanessa Bárbara, e afirma que “a operação deveria derrubar a cultura da corrupção no Brasil, mas em vez disso, a trouxe para o coração do Estado”. Também mostra decepção ao dizer que “quase um mês se passou desde a primeira reportagem e nada foi feito em termos efetivos, e por incrível que pareça, Sergio Moro ainda é ministro da Justiça”.

Artigo do New York Times questiona a Operação Lava Jato (Foto: Reprodução)

Artigo publicado nesta sexta-feira (5) pelo jornal estadunidense The New York Times faz uma análise do cenário do país depois de quatro semanas seguidas de revelações do The Intercept Brasil, algumas junto a meios associados, na série de reportagens Vaza Jato. Segundo o meio estadunidense, considerado o maior jornal do país, “a operação deveria derrubar a cultura da corrupção no Brasil, mas em vez disso, a trouxe para o coração do Estado”.

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O texto é assinado pela jornalista Vanessa Bárbara, e traz título irônico: “Where do you turn when the anti-corruption crusaders are dirty?” (algo como “para onde fugir quando até os guerreiros anticorrupção estão sujos?”, em tradução livre”).

A articulista afirma que “nos últimos cinco anos, essa investigação federal revelou amplos esquemas de propinas envolvendo os executivos e políticos mais importantes do Brasil (…) a investigação deveria, em teoria, ser uma fonte de orgulho para nossa jovem democracia, só que essa não é a história toda”.

Em seguida, afirma que “desde o início, a Lava Jato utilizou procedimentos questionáveis, como usar detenções preventivas para forçar confissões e confiar demais em acordos generosos de barganha. Mas isso não foi suficiente para descartar seus esforços contra a corrupção em grande escala, pelo menos aos olhos do público”.

A história começou a mudar, segundo a jornalista, “no dia 9 de junho, quando o site de notícias The Intercept Brasil publicou o primeiro de uma série de reportagens lançando dúvidas sobre a integridade dos principais atores da investigação”. Para Bárbara, “as revelações lançaram nova luz sobre a convicção de Moro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

O artigo também afirma que “isso tudo é altamente imoral, se não totalmente ilegal. Viola nada menos que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz: `todos têm direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por um tribunal independente e imparcial´ (…) e de acordo com o Código de Processo Penal do Brasil, os juízes devem ser árbitros neutros e não podem dar conselhos a nenhuma das partes em um caso”.

O texto é finalizado destacando que “o conteúdo chocante dessas trocas poderia dar aos advogados de defesa novos fundamentos para apelar de condenações”. E lamenta que, apesar de tudo, “quase um mês se passou desde a primeira reportagem do The Intercept Brasil, e nada foi feito em termos efetivos. E, por incrível que pareça, Sergio Moro ainda é nosso ministro da Justiça”.


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