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29 de junho de 2019, 21h13

Autenticidade de conversa de Monique Cheker criticando Moro é confirmada ao Correio Brasilienze por um dos integrantes do grupo

A confirmação joga por terra o argumento que vinha sendo utilizado por Sérgio Moro e pela própria Mônica Cheker, durante todo este sábado, de que as mensagens haviam sido manipuladas, versão que era sustentada por um deslize cometido pelo jornalista Glenn Greenwald em uma publicação em seu Twitter - e que o próprio jornalista corrigiu, pouco tempo depois.

Foto: Lula Marques/PT

O jornal Correio Braziliense publicou, no começo da noite deste sábado (29), matéria que traz relato de um procurador não identificado, mas que diz confirmar a autenticidade das mensagens sobre o ministro da Justiça, Sergio Moro, reveladas pelo portal The Intercept Brasil.

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O jornal ouviu um dos procuradores que estava no grupo de onde vazaram as conversas, que aceitou declarar sob a condição de anonimato. Ele disse que as conversas divulgadas são verdadeiras: “me recordo dos diálogos com os procuradores apontados pelo site. O grupo não existe mais. No entanto, me lembro do debate em torno do resultado das eleições e da expectativa sobre a ida de Moro para o Ministério da Justiça”.

Justamente, em uma das conversas publicadas, a procuradora Monique Cheker critica a forma como o então juiz Moro atuava nos processos da Lava Jato, e chega a afirmar que “Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados”. A matéria também mostrou a preocupação entre os procuradores quando Moro começou a marcar encontros com o presidente eleito Jair Bolsonaro após o resultado das eleições.

“Consegui recuperar alguns arquivos no celular. Percebi que os trechos divulgados não são de diálogos completos. Tem mensagens anteriores e posteriores às que foram publicadas. No entanto, realmente ocorreram. Não posso atestar que tudo que foi publicado até agora é real e não sofreu alterações. No entanto, aquelas mensagens que foram publicadas ontem (sexta) são autênticas”,  diz fonte do Correio Braziliense, que é integrante do MPF (Ministério Público Federal).

A confirmação joga por terra o argumento que vinha sendo utilizado por Sergio Moro e pela própria Monique Cheker, durante todo este sábado, de que as mensagens haviam sido manipuladas, versão que era sustentada por um deslize cometido pelo jornalista Glenn Greenwald em uma publicação em seu Twitter – e que o próprio jornalista corrigiu, pouco tempo depois.


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