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29 de julho de 2019, 14h40

Bolsonaro diz que Glenn cometeu crime, após ameaçar jornalista de prisão

Após atacar o trabalho de Glenn - que estaria "desgastando o nome do Brasil lá fora" -, Bolsonaro diz ainda que espera que a Polícia Federal "chegue aos finalmente"

Bolsonaro e Glenn Greenwald (Montagem)

Jair Bolsonaro aumentou o cerco ao editor e fundador do site The Intercept, Glenn Greenwald, nesta segunda-feira (29). Após ameaçar o jornalista de prisão no sábado (27), Bolsonaro afirmou que “no meu entender, ele cometeu um crime”.

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“Eu estou achando que, no meu entender, ele cometeu um crime porque em outro país ele estaria já numa outra situação. Espero que a Polícia Federal chegue, ligue realmente todos os pontos. No meu entender isso teve transações pecuniárias”, levantamento ilação de que Glenn teria recebido dinheiro para publicar as reportagens da Vaza Jato.

Para Bolsonaro, as reportagens divulgadas com diálogos suspeitos entre procuradores da Lava Jato e o ministro da Justiça, Sergio Moro, tem o objetivo de atingir a força-tarefa, o ex-juiz e ele próprio.

“Pelo que tudo indica a intenção é sempre atingir a Lava Jato, atingir o [ministro] Sergio Moro, a minha pessoa, tentar e desqualificar e desgastar. Invasão de telefone é crime, ponto final”, afirmou.

Após atacar o trabalho de Glenn – que estaria “desgastando o nome do Brasil lá fora” -, Bolsonaro diz ainda que espera que a Polícia Federal “chegue aos finalmente”.

“Não pode se escudar ‘sou jornalista’. Jornalista tem que fazer seu trabalho. Preservar o sigilo da fonte, tudo bem, agora uma origem criminosa o cara vai preservar o crime invadindo a República? Desgastando o nome do Brasil lá fora inclusive? Espero que a PF chegue… Não é fácil, mas chegue aos finalmente”, afirmou ao deixar o Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (29).


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