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01 de novembro de 2019, 08h13

Comentário de Cármen Lúcia sobre morte de parente de Lula teria feito Rosa Weber sair de grupo de ministros do STF

Segundo reportagem da revista Veja, Walter Delgatti Neto, o hacker de Araquara, teria mencionado a conversa, que estaria entre os materiais da Vaza Jato, para convencer Manuela D'Ávilla a passar o contato do jornalista Glenn Greenwald

Rosa Weber e Cármen Lúcia (STF)

Reportagem de Thiago Bronzatto, na revista Veja que vai às bancas nesta sexta-feira (1º), revela que o hacker de Araraquara, Walter Delgatti Neto, ao negociar com Manuela D’Ávilla um contato com o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, disse que teria conversas de grupos de whatsapp de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que mostrariam a parcialidade de magistrados da corte em relação ao ex-presidente Lula.

Delgatti teria dito à Manuela que, em uma das conversas, a ministra Cármen Lúcia fez piada sobre a morte de um sobrinho de Lula, que teria feito Rosa Weber sair do grupo.

“Eu tenho uma conversa da carmem (que era para ser imparcial, segundo o princípio do juiz natural) dizendo sobre a norte (morte) do sobrinho do Lula. Fazendo até piada”, escreveu o hacker. “E ainda ela disse exatamente assim: quem faz mal para outrem, um dia o mal retorna, e pode ser até no sobrinho. A Rosa Weber saiu do grupo na hora!”, disse o hacker, sobre uma das conversas no material que hoje está com o site The Intercept.

Para Delgatti, isso mostraria a falta de imparcialidade dos ministros, o que, segundo ele, poderia “invalidar todos atos da operação lava-­jato” e “libertar Lula”.

Reprodução/Revista Veja

Na conversa não fica claro se o hacker falava realmente do sobrinho de Lula, Marcelo Rúbio Lima Gomes – filho de José Rubens Góes, irmão de Lula por parte de pai – que foi morto em 2016 no Guarujá após discussão em um bar, ou do neto do ex-presidente, Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu em março deste ano.

A reportagem da Veja procurou a ministra Cármen Lúcia, que não respondeu. Rosa Weber e Luís Roberto Barroso – que também teria sido citado pelo hacker – teriam dito que não formaram grupo de whatsapp entre eles.

Procurada pela reportagem da Fórum, Manuela D’Avilla confirma essa conversa publicada em print screen entre ela e Delgatti: “Apesar de Veja ter acesso a documentos que estão sob sigilo, os documentos exibidos são legítimos”.

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