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13 de julho de 2019, 19h51

Deltan Dallagnol diz que lawfare da Lava Jato para tirar Lula do cenário político é “teoria da conspiração”

Dallagnol ainda não negou que tenha blindado o ex-presidente FHC, após Moro dizer que uma investigação contra o tucano poderia "melindrar um aliado importante"

O powerpoint de Dallagnol (Foto: Reprodução)

Em entrevista aos jornalistas Luiz Vassallo e Fausto Macedo, do blog do Fausto Macedo – um dos principais porta-vozes da Lava Jato -, divulgada neste sábado (13), o procurador Deltan Dallagnol classificou como “teoria da conspiração” o processo de lawfare comandado por ele e pelo ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, para tirar o ex-presidente Lula do cenário político e, consequentemente, da disputa presidencial em 2018.

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“Essa é uma teoria dos que querem forçar anulações. A Lava Jato não se resume a um ou outro caso. São centenas de casos que atingiram todo o espectro ideológico. Só na força-tarefa de Curitiba já passaram 19 procuradores e mais de 30 servidores. A equipe inclui eleitores do PT. Há ainda dezenas de outros procuradores e servidores que atuam no caso pelo próprio MP, PF, Receita Federal e outros órgãos. Os atos judiciais são revisados por três instâncias independentes. A teoria da conspiração não se verifica”, disse.

Dallagnol – que refutou os diálogos divulgados pelo site The Intercept sobre a Vaza Jato, dizendo que podem ter sido editados – afirmou ainda que a Lava Jato não blindou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, após Moro dizer que uma investigação contra o tucano poderia “melindrar um aliado importante”.

“Se buscássemos aliados, seriam importantes Lula, Eduardo Cunha e Sergio Cabral, políticos muito influentes, mas que foram condenados e presos. Seriam também aliados importantes Renan, Aécio, Temer e outros que foram delatados na Lava Jato e acusados pela Procuradoria-Geral da República. Os fatos deixam claro que influência, dinheiro e poder jamais foram critérios para aferir responsabilidade na Lava Jato. As teorias inventadas contra a operação brigam contra fatos”, disse o procurador.

Sobre o Power Point que virou símbolo da perseguição contra o ex-presidente Lula, Dallagnol afirmou que “independentemente da forma da apresentação, sempre haverá críticas em especial no ambiente polarizado em que vivemos”.

Leia a entrevista na íntegra


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