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08 de setembro de 2019, 11h24

Dilma sobre grampo de conversas com Lula: “Parte do estrago causado à democracia pela Lava Jato é irreversível”

"Duas decisões comprovadamente ilegais foram a prisão de Lula, para impedi-lo de se eleger presidente, e o impeachment contra mim sem crime de responsabilidade. Sem a reparação das injustiças, o Estado Democrático de Direito não será plenamente restabelecido", afirma a ex-presidenta

Foto: Lula Marques

A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) foi às redes na manhã deste domingo (8) e afirmou que a mais recente reportagem da Vaza Jato que mostra o conluio da Lava Jato sobre o grampo ilegal de suas conversas com Lula revelam a verdadeira razão de sua intenção ao nomear o ex-presidente para a Casa Civil de seu governo em 2016.

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“A Vaza Jato prova que Moro e seus procuradores ocultaram grampos ilegais de telefonemas de Lula para várias pessoas. As conversas mostram a razão de Lula ser nomeado ministro do meu governo: rearticular politicamente a base parlamentar e tentar sustar o golpe em andamento”.

Blog do Rovai: Vazamento de como foi feito o grampo de Lula e Dilma mostra as vísceras do crime de Moro, Dallagnol e quadrilha

Dilma diz que parte do estrago causado à democracia pela Lava Jato é irreversível, mas que o judiciário pode cumprir o seu papel constitucional, corrigindo ilegalidades e anulando decisões partidarizadas.

“Duas decisões comprovadamente ilegais foram a prisão de Lula, para impedi-lo de se eleger presidente, e o impeachment contra mim sem crime de responsabilidade. Sem a reparação das injustiças, o Estado Democrático de Direito não será plenamente restabelecido”, tuitou a ex-presidenta.


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