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06 de agosto de 2019, 15h54

Gilmar sobre Dallagnol e Lava Jato: “Estão no mesmo patamar dos criminosos que dizem investigar”

Alvo explícito do procurador Deltan Dallagnol nas últimas revelações do Vaza Jato, o ministro do STF disse não duvidar de provas forjadas contra ele e declarou que a atuação da Lava Jato é criminosa

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, alvo explícito do procurador Deltan Dallagnol nas últimas revelações do Vaza Jato trazidas pelo El País, reagiu às mensagens que mostram o coordenador da Lava Jato de Curitiba orquestrando uma investigação ilegal contra ele. Gilmar disse não duvidar de provas forjadas e declarou que a atuação da Lava Jato é criminosa.

“Eu não me espantaria se não tivessem tentado forjar alguma cartáo de crédito internacional em meu nome. Eles estão no mesmo patamar dos criminosos que dizem investigar”, disse Mendes ao jornalista Ricardo Noblat, do jornal O Globo, ao comentar sobre as conversas inéditas divulgadas nesta terça-feira (6).

No domingo (4), o ministro já havia classificado a operação como uma organização criminosa. “A impressão que eu tenho é que se criou no Brasil um estado paralelo. […] É uma organização criminosa para investigar pessoas. Não são eles que gostam muito da expressão Orcrim?”, disse.

A obsessão de Dallagnol

O plano de Dallagnol era explorar uma relação de Gilmar Mendes com Paulo Preto, operador financeiro do PSDB, para provocar impeachment do ministro. A investigação, ilegal para procuradores de primeira instância, fazia parte de toda uma saga quase obsessiva de Dallagnol que visava colocar um minsitro do Supremo como “troféu” da Lava Jato.

“Seria uma história bem típica de Lava Jato”, disse o procurador em uma das conversas ao defender o afastamento de Gilmar. Em seguida, ele ainda dispararia a seguinte frase: “Sonho que Toffoli e GM [Gilmar Mendes] acabem fora do STF rsrsrs”.

Devido à ilegalidade da iniciativa, alguns colegas chegaram a alertar ao coordenador da Lava Jato de que era melhor colocar o pé no frio. Um dos mais insistentes foi o procurador Paulo Roberto Galvão, que chegou a pedir “cuidado” a Dallagnol porque o STF seria corporativista.


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