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19 de agosto de 2019, 14h44

Glenn diz que Dallagnol se “autovitimiza” e ataca jornalismo para justificar “má conduta”

"Por causa dessas práticas ilegais e imorais [do Moro], a Justiça brasileira vive atualmente uma grave crise de credibilidade" - Luigi Ferrajoli e Susan Rose-Ackerman de Yale (a quem Deltan chamou de 'a maior especialista do mundo sobre corrupção')", tuitou na sequência o jornalista

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, rebateu de pronto nesta segunda-feira (21) o que considera vitimização do procurador Deltan Dallagnol frente à enxurrada de ilegalidades reveladas pelas reportagens da Vaza Jato.

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“Deltan sempre se auto-vitimiza (SIC) e acusa o jornalismo que reporta sua má conduta como defesa à corrupção, citando o exemplo da Itália. Mas na semana passada, um dos maiores especialistas em direito da Itália, Luigi Ferrajoli, assinou uma carta condenando Moro e LJ como corruptos”, tuitou Glenn, 21 minutos após Dallagnol compartilhar artigo do “colega” de Lava Jato, Marcelo Ribeiro, que fala do “risco” de se ver a força-tarefa “acuada”.

“Artigo do colega de LJ Marcelo Ribeiro: ‘A exemplo do que se viu na sequência da operação Mãos Limpas, cria-se o risco de se verem as investigações, como a Lava Jato, entre outras, diminuídas, acuadas, com a geração de impunidade e descrédito do Estado'”, diz o texto publicado por Dallagnol.

Lula livre
Na sequência, Glenn Greenwald compartilhou reportagem da Folha de S.Paulo em que juristas estrangeiros – incluindo Ferrajoli – defendem a libertação do ex-presidente Lula.

“Por causa dessas práticas ilegais e imorais [do Moro], a Justiça brasileira vive atualmente uma grave crise de credibilidade” – Luigi Ferrajoli e Susan Rose-Ackerman de Yale (a quem Deltan chamou de “a maior especialista do mundo sobre corrupção.”)”, tuitou Glenn.


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