Fórumcast #19
18 de julho de 2019, 11h04

Glenn Greenwald diz que Moro “finge ter extrema e trágica amnésia” sobre diálogos da Vaza Jato

Fundador do site The Intercept, Glenn Greenwald rebateu a afirmação de Moro que classificou como "sensacionalismo" reportagem da Folha de S.Paulo que mostra que ele interferiu em negociações de delações na Lava Jato

Moro e Glenn Greenwald (Montagem)

O fundador do site The Intercept, Glenn Greenwald, rebateu pelo Twitter os comentários do ex-juiz Sergio Moro, protagonista da Lava Jato, que classificou a reportagem da Folha de S.Paulo com novos diálogos de conluio na Lava Jato como “sensacionalismo e violação criminosa de privacidade”.

“Mais uma vez, Sergio Moro finge ter extrema e trágica amnésia aos 44 anos de idade. E parece estar implicando que o maior jornal do país,
@folha, é culpado de crimes – “violação criminosa de privacidade” – por reportar a má conduta dele: verdadeiro autoritário”, tuitou Glenn.

Em inglês, Glenn lembrou que o próprio Jair Bolsonaro, durante campanha eleitoral em 2018, prometeu acabar com a Folha de S.Paulo e que hoje Moro está fazendo esta ameaça.

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“Às vésperas da eleição de 2018, o próprio Bolsonaro – em um dos mais arrepiantes discursos ouvidos no mundo democrático – prometeu uma ‘limpeza como nunca vista na história do Brasil’ e especificamente ameaçada @folha . Agora Moro está fazendo isso”, afirmou o jornalista.

“Sensacionalismo”
Após divulgação de novos diálogos, que revelam que ele interferiu nas negociações de acordos de delação premiada feitos pelos procuradores, Moro foi ao Twitter dizer que não pode concordar com “sensacionalismo e violação criminosa de privacidade”.

Na reportagem, o ex-juiz determina condições para homologar delações negociadas por procuradores da Lava Jato em Curitiba.

No primeiro acordo fechado com executivos de uma grande empreiteira – a Camargo Corrêa -, em 2015, Moro determinou ao procurador Carlos Fernando Santos Lima que acrescentasse pena de prisão de um ano para assinatura do acordo com Dalton Avancini e Eduardo Leite, executivos da empresa que estavam presos em Curitiba em caráter preventivo.


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