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09 de outubro de 2019, 08h49

Glenn sinaliza que “já, já” Vaza Jato vai mostrar como Globo e Antagonista atuaram como parceiros de Moro e Lava Jato

Nas redes sociais, antes de fazer o anúncio, Glenn divulgou diversos trechos da entrevista de Gilmar Mendes no Roda Viva que ajudam a comprovar a colaboração de veículos da mídia nos abusos da Lava Jato

Sergio Moro (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

O jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, afirmou nas redes sociais esta terça-feira (8) que, em breve, vai divulgar mais uma reportagem da Vaza Jato. O alvo, desta vez, serão dois veículos de mídia que, segundo ele, renunciaram seus papéis no jornalismo e atuaram como parceiros do ex-juiz Sergio Moro e da Lava Jato. Conforme publicações nas redes sociais, tudo indica que Glenn esteja se referindo a Globo e ao Antagonista, principal porta-voz da Lava Jato.

No começo de sua sequência de comentários no Twitter, antes de contar que irá divulgar mais uma Vaza Jato, o jornalista fez diversas colocações sobre a participação do ministro do STF, Gilmar Mendes, no Roda Viva, que foi ao ar nesta segunda-feira (7).

“No Roda Viva ontem, Gilmar Mendes – independente do que você pensa dele – levantou pontos cruciais sobre os abusos da LJ, corrupção no Ministério Público, o papel da mídia (Globo) e como o #VazaJato expôs fatos vitais que mudaram o debate. Vale a pena ouvir os trechos chaves”, escreveu Glenn, compartilhando partes da entrevista do ministro no programa.

Um dos trechos compartilhados por Glenn mostra Gilmar mencionando aos jornalistas do Roda Viva que os vazamentos seletivos de conteúdos da Lava Jato à Globo nunca foram investigados. “Mais sobre como o MPF, a LJ e a PF cometem crimes sistematicamente com vazamentos criminosos: muitos para a Globo/Jornal Nacional, que lucram com os frutos dos crimes dessas autoridades. E esses vazamentos criminosos – ao contrário dos “hackers” – nunca são investigados”, reiterou o jornalista.

Em outro trecho compartilhando por Glenn, a jornalista Vera Magalhães, do Estado de S.Paulo, questiona Gilmar Mendes sobre a legalidade das mensagens hackeadas e divulgadas no Intercept. Gilmar então defende que “são duas coisas” que precisam ser analisadas nesse contexto: o hackeamento em si, que será investigado, e o conteúdo das mensagens.

“Essas pessoas têm que explicar isso. Por que elas estavam roubando galinha ontem a noite? Precisam contar para todos nós o que estavam fazendo ali, porque de fato são instituições. É a Justiça Federal, as vezes a Polícia Federal, é a Receita Federal, e é o Ministério Público”, respondeu Gilmar.

Glenn então comenta que, nesse trecho, Gilmar explica “o princípio do jornalismo” aos jornalistas do programa. “Tem que separar a forma que o material foi obtido por uma fonte do conteúdo, que jornalistas tem que relatar e os tribunais analisar, sobretudo quando mostra corrupção como #VazaJato faz”.

 


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