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14 de julho de 2019, 15h27

Haddad sobre novas denúncias da Vaza Jato: “Hoje, finalmente, entendi o conceito de “terrivelmente evangélico”

Em novas conversas divulgadas, Deltan Dallagnol fala de um plano para criar uma empresa de palestras para lucrar com a fama como coordenador da Lava Jato

Fernando Haddad (Foto: Agência Brasil)

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), comentou neste domingo (14) as novas denúncias da Vaza Jato, divulgadas pela Folha de S.Paulo e pelo site The Intercept, que revelam que o procurador Deltan Dallagnol montou um plano para criar uma empresa de palestras para lucrar com a fama como coordenador da Lava Jato.

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“Hoje, finalmente, entendi o conceito de “terrivelmente evangélico”, tuitou Haddad.

A justificativa de criar a empresa de palestras foi dada por Dallagnol em um diálogo com a mulher dele. “Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade”, escreveu.

O termo “terrivelmente evangélico” foi usado por Jair Bolsonaro para definir o perfil do ministro que ele deve indicar para a próxima vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A fala ocorreu durante discurso do presidente na sessão da Câmara que comemorou os 42 anos da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo.

Instituto Dallagnol
O tema sobre a constituição de uma empresa na qual eles não apareceriam formalmente como sócios, para evitar questionamentos legais e críticas, foi discutido no fim de 2018 entre Deltan e um colega da Lava Jato.

Os procuradores cogitaram ainda uma estratégia para criar um instituto e obter elevados cachês. “Se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras pra nós, escaparíamos das críticas, mas teria que ver o quanto perderíamos em termos monetários”, comentou Deltan no grupo com o integrante da força-tarefa.

Mais cedo, Haddad resumiu pelo Twitter aquilo que considerou os pontos principais da nova reportagem da série Vaza Jato.

“Se entendi bem a reportagem, Deltan sugeriu:
1) uma empresa de fachada com cônjuge laranja;
2) propina para comissões de formatura;
3) palestras armadas para associações que representavam empresas investigadas.
É isso?”, tuitou.

O editor da Fórum, Renato Rovai, comenta as novas denúncias da Vaza-Jato com esquema de vendas de palestras do procurador Deltan Dallagnol:


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