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08 de setembro de 2019, 09h07

Haddad sobre Vaza Jato: Crime de vazamento seletivo e ilegal fortaleceu impeachment

"Sou testemunha do quanto Lula relutou, por meses, em aceitar convite de Dilma para integrar seu governo", afirma Haddad

Lula e Haddad (Arquivo)

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad comentou na manhã deste domingo (8) a mais recente reportagem da Vaza Jato que mostra o conluio entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e investigadores da Lava Jato no vazamento dos grampos ilegais da conversa entre os ex-presidentes Lula e Dilma.

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Para Haddad, as conversas mostram que houve um “crime de vazamento seletivo e ilegal para fortalecer o impeachment“.

“Sou testemunha do quanto Lula relutou, por meses, em aceitar convite de Dilma para integrar seu governo, até que ele cedeu aos apelos. Hoje ficamos sabendo que Moro ou a PF conheciam os fatos, mas cometeram o crime de vazamento seletivo e ilegal para fortalecer o impeachment”, tuitou Haddad.

Vazamento seletivo
A reportagem mostra que as escutas de Lula vinham sendo acompanhadas havia mais de um mês – ao menos desde 9 de fevereiro de 2016 – e todos os áudios desprezados e mantidos em sigilo pela força-tarefa mostram que o ex-presidente relutou ao aceitar o convite de Dilma e mantinha diálogos com políticos, sindicalistas e outras esferas da sociedade, até mesmo com o então vice-presidente, Michel Temer, para encontrar caminhos para sanar a crise política e econômica por meio do diálogo.

Na única menção às investigações, Lula orientou seus advogados a dizer aos jornalistas que o procurassem que o único efeito da nomeação seria mudar seu caso de jurisdição, graças à garantia de foro especial para ministros no Supremo.


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