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15 de julho de 2019, 19h48

Moro acertou reunião com Dallagnol e Polícia Federal para definir futuro da Lava Jato

Vaza Jato: diálogos inéditos mostram, mais uma vez, que Sérgio Moro não se comportou com imparcialidade e comandava as ações da Operação Lava Jato

Foto: Arquivo

Novos vazamentos envolvendo Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, divulgados nesta segunda-feira (15), mostram que, no dia 3 de setembro de 2015, Dallagnol enviou uma mensagem a Moro para marcar uma reunião com a presença de representantes da Polícia Federal (PF), com o objetivo de discutir os passos seguintes da Operação Lava Jato.

As informações foram veiculadas pelo blog de Reinaldo Azevedo, o programa “O É da Coisa”, da BandNews FM, além de Leandro Demori, editor do The Intercept Brasil.

Transcrição do diálogo:

00:41:04 Deltan – Caro, quando seria um bom dia e hora para reunião com a PF, aí, sobre aquela questão das prioridades? Sua presença daria uma força moral nessa questão da necessidade de priorização e evitaria parecer que o MPF quer impor agenda.
12:18:30 – Sem tempo para reuniões nesta ou na próxima semana.

Moro estava muito ocupado e, ao que tudo indica, o encontro não ocorreu naquele momento. No entanto, Dallagnol insistiu no dia 16 de outubro.

23:53:00 Deltan – Caro juiz, seria possível reunião no final de segunda para tratarmos de novas fases, inclusive capacidade operacional e data considerando recesso? Incluiria PF também.

17 de Outubro de 2015
08:41:56 Moro – Penso que seria oportuno. Mas segunda será um dia difícil. Terça seria ideal.
10:53:00 Moro – A não ser que seja segunda pela manhã
22:43:54 Deltan – Terça 9am, pode ser?
22:44:00 Deltan – Ou 10?

18 de outubro de 2015
03:02:28 Moro – 1030

19 de outubro de 2015
11:41:24 Moro – Marcado então? Decretei nova prisão de três do Odebrecht, tentando não pisar em ovos. Receio alguma reação negativa do stf. Convém talvez vcs avisarem pgr.
13:13:44 Deltan – Marcado. Shou.

Os diálogos provam, mais uma vez, que Sérgio Moro atuou como chefe dessa organização, ou seja, o ex-juiz não se comportou com imparcialidade e comandava as ações da Operação Lava Jato. As reuniões aconteciam com a presença do atual ministro da Justiça que, em meio aos escândalos revelados com as conversas divulgadas, se afastou da pasta provisoriamente através de uma licença.


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